Crimes de corrupção caem na 'Operação Marquês' e caso Vale do Lobo prescreve esta semana
Sócrates e Armando Vara ficam livres da corrupção passiva em junho. Juiz do processo mais pequeno vai para o Conselho Superior da Magistratura.
Sócrates e Armando Vara ficam livres da corrupção passiva em junho. Juiz do processo mais pequeno vai para o Conselho Superior da Magistratura.
Antigo primeiro-ministro afirma que a prescrição de crimes não foram discutidos no julgamento em curso.
"Eu nunca indiquei Armando Vara para lugar nenhum", assegurou em tribunal o ex-primeiro-ministro.
O ex-primeiro-ministro deverá prestar declarações sobre Vale do Lobo. E esperam-se novos confrontos com os procuradores.
Ex-primeiro-ministro não esteve presente na sessão que estipulou a data para o arranque do julgamento.
Decisão da Relação foi conhecida esta quinta-feira e repõe quase na totalidade a acusação do Ministério Público.
Face à opção de Armando Vara optar pelo silêncio, prerrogativa dos arguidos, a sessão durou cerca de 15 minutos.
Recurso tem de ser apresentado até 21 de outubro de 2021. Defesas terão o mesmo prazo para responder, por isso o processo só chegará ao Tribunal da Relação em fevereiro de 2022.
Do total de 28 arguidos acusados pelo Ministério Público, 14 deles respondiam por fraude fiscal, sendo que o empresário Carlos Santos Silva, alegado testa de ferro de José Sócrates, era aquele a quem foi imputado o maior número de crimes, num total de quatro.
As declarações de governantes socialistas foram prova suficiente para que o juiz de Instrução deixasse cair crimes da acusação referentes ao empreendimento de Vale do Lobo.
Adjudicação de obras públicas e apoio à internacionalização do Grupo Lena: eis como o ex-primeiro-ministro e o amigo planearam ganhar milhões a partir da chegada de Sócrates ao poder. Até à próxima sexta-feira, dia da decisão do juiz Ivo Rosa, a SÁBADO vai publicar vários textos que retratam o essencial da acusação e das defesas dos arguidos.
Segundo o Ministério Público, José Sócrates e Ricardo Salgado foram os expoentes máximos de várias pessoas que terão conspirado para usar os cargos que exerciam para se apoderarem de muitos milhões de euros. Até à próxima sexta-feira, dia da decisão do juiz Ivo Rosa, a SÁBADO vai publicar vários textos que retratam o essencial da acusação e das defesas dos arguidos.
Fase de instrução da Operação Marquês recomeça, esta segunda-feira, com alegações da defesa de Carlos Santos Silva. Advogada defende que a investigação deve ser anulada, porque começou com ilegalidades
"As fontes que vocês têm estão um pouco desorientadas", disse o primeiro-ministro aos jornalistas enquanto entrava para a segunda sessão de inquérito.
Suspeito de corrupção, entre outros crimes, o antigo primeiro-ministro volta a prestar declarações, desta vez perante o juiz Ivo Rosa. Nos últimos anos, Sócrates já foi ouvido três vezes.
Administradores da equipa de Santos Ferreira – incluindo o governador do Banco de Portugal – que aprovaram o crédito sem debate ou confronto de posições podem ser alvo de ações judiciais.