O grande plano de Santos Silva e do amigo José Sócrates

O grande plano de Santos Silva e do amigo José Sócrates
Nuno Tiago Pinto 07 de abril

Adjudicação de obras públicas e apoio à internacionalização do Grupo Lena: eis como o ex-primeiro-ministro e o amigo planearam ganhar milhões a partir da chegada de Sócrates ao poder. Até à próxima sexta-feira, dia da decisão do juiz Ivo Rosa, a SÁBADO vai publicar vários textos que retratam o essencial da acusação e das defesas dos arguidos.

Na sexta-feira, o juiz de instrução Ivo Rosa decide se os arguidos da Operação Marquês vão a julgamento e, se sim, acusados de que crimes. Leia ou releia tudo sobre o papel do amigo de José Sócrates, Carlos Santos Silva, na Operação Marquês. Um trabalho publicado originalmente na SÁBADO de 14 de outubro de 2017.

Para o Ministério Público (MP) não há dúvidas. A partir do momento em que José Sócrates se posicionou para assumir a liderança do Partido Socialista, Carlos Santos Silva planeou "angariar contratos e concessões com o Estado" a partir do momento em que o amigo de longa data assumisse o cargo de primeiro-ministro. Primeiro em Portugal e mais tarde no estrangeiro.

De acordo com a acusação deduzida na passada segunda-feira, 9 de outubro, pela equipa de sete procuradores do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), o caminho para a concretização desse plano ficou aberto com a chegada de José Sócrates a São Bento, em fevereiro de 2005. E o instrumento necessário seria o Grupo Lena. Nessa época, Santos Silva não tinha qualquer participação nas várias sociedades do grupo. Mas para o MP teria algo melhor: "Um bom relacionamento e capacidade de influenciar as decisões" do presidente do Grupo Lena, Joaquim Barroca, devido às obras já desenvolvidas no passado nas zonas da Covilhã e de Castelo Branco.

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