Um fundo sem fundo
Mais que a incoerência, a questão central é financiar o quê e como. Portugal ainda tem uma dívida elevada e tanto Bruxelas como o Banco de Portugal preveem que o Governo vá incumprir os limites de despesa já no próximo ano.
Mais que a incoerência, a questão central é financiar o quê e como. Portugal ainda tem uma dívida elevada e tanto Bruxelas como o Banco de Portugal preveem que o Governo vá incumprir os limites de despesa já no próximo ano.
Gonçalo Trindade Ferreira, de 50 anos, trabalhou há mais de uma década para uma empresa de Carlos Santos Silva e responde por três crimes de branqueamento de capitais
O negócio consiste em várias partes: na aquisição da DHL Parcel Portugal por parte dos CTT Expresso, Serviços Postais e Logística, na aquisição de 25% dos CTT Expresso por parte da DHL e, por fim, na aquisição de 25% da Danzas (acionista única da DHL Parcel Iberia) pelos CTT.
Pelo menos para já, e que se saiba. Quando era autarca em Cascais, o atual ministro teve 545 refeições “de trabalho” com jornalistas e políticos pagas pela câmara, mas a investigação só foi em Oeiras e a Isaltino Morais
Presidente da Câmara de Oeiras é acusado, juntamente com outros 22 arguidos, de gastar 150 mil euros em refeições. Isaltino Morais defende que não há "fundamento nenhum" para esta acusação e aponta que "há coisas mal explicadas".
O MP acusou Isaltino e outros 22 responsáveis municipais por crimes de peculato e abuso de poderes por gastos de mais de 150 mil euros em mais de 1.400 refeições pagas pelo município, entre 2017 e 2024.
O procurador do MP defende a perda de mandato dos autarcas visados, pedindo também que Isaltino Morais devolva 70 mil euros, individualmente, e mais 79 mil euros, solidariamente, em conjunto com os restantes arguidos.
Várias contas chegam aos 700 euros - algumas passam os 1.000 euros. Recandidata em Matosinhos pelo PS só aceita mostrar as faturas do que foi consumido depois das eleições
Richard Sterling acusa os representantes da Nastroblue de despedimento ilícito e exige mais de 70 mil euros em salários e despesas. O caso está em Tribunal e na Autoridade para as Condições do Trabalho – há mensagens a chamar-lhe desonesto, alegações de furto e queixas de assédio laboral.
A autarquia recusou mostrar à SÁBADO as faturas dos almoços dos membros do executivo, para que a revista pudesse escrutinar quem estava presente e o que se gastou. Perdeu a primeira ação em tribunal, recorreu e voltou a perder. Os documentos mostram como durante 10 anos o vice-presidente, hoje ministro das Infraestruturas e Habitação, faturou à autarquia dezenas de refeições com personalidades ligadas ao PSD numa altura em que foi dirigente e candidato à liderança do partido.
Os gastos de responsáveis políticos com dinheiro dos contribuintes são de interesse público e devem ser escrutinados. Para garantir que eles servem o bem comum e impedir que alguns se sirvam do que é de todos. Na SÁBADO, usaremos todos os recursos ao nosso alcance para cumprir essa missão.
A SÁBADO recebeu a seguinte Carta ao Diretor de Carla Castelo, vereadora independente na Câmara de Oeiras, a propósito de uma entrevista a Isaltino Morais.
Da Lisboa de Carlos Moedas aos governos de Costa e Montenegro, das câmaras comunistas da Margem Sul às juntas do PS e do PSD, políticos de todos os quadrantes recusam mostrar como gastam o dinheiro dos cartões e fundos de maneio que têm nos gabinetes. Recorrem a serviços jurídicos pagos pelo Estado e chegam a invocar "reserva da vida privada". Esta é a história de uma odisseia que dura há dois anos e já originou 42 queixas, 21 processos judiciais e 6 sentenças.
Depois de Isaltino Morais em Oeiras, estas são as contas de dez anos do autarca do PS de Sintra. Faturas mostram menos opulência (embora haja ostras, lagosta, champanhe e vodka), mas a mesma falta de informação sobre o motivo das refeições e quem esteve à mesa.
Pedro Nuno Santos: é ousado ou apenas irresponsável? O candidato a primeiro-ministro tem um passado que diz qualquer coisa – fomos revisitá-lo para fazer a prova. Retratámos um ‘radical”, entrevistámos um ‘implacável” e escrutinámos as faturas de um autarca.
Os portugueses vão apostar este ano mais de 15 mil milhões de euros online, quatro vezes mais do que antes da pandemia. As empresas gastam 200 milhões em promoção. E há o mercado negro: entrámos num casino ilegal, foi fácil. Difícil é lidar com o vício – e há cada vez mais casos dramáticos. Veja o vídeo.