Dez anos depois do Brexit, será que o Reino Unido quer voltar à UE?
66% dos britânicos consideram que o Brexit foi negativo, no entanto não está claro de que forma o Reino Unido poderia regressar à União Europeia.
66% dos britânicos consideram que o Brexit foi negativo, no entanto não está claro de que forma o Reino Unido poderia regressar à União Europeia.
O liberalismo, como modo de vida, nunca criou raízes profundas nesta terra bruta. O português médio sempre preferiu os confortos da unanimidade — e, quando necessário, da inquisição. É isso que explica que, seis anos depois, o dr. Ventura continue a não ser pensável.
A imprevisibilidade da Casa Branca está a aproximar os seus parceiros tradicionais da China. Cátia Miriam Costa considera que o gigante asiático "se tem revelado mais estável do que os EUA".
Maioria dos europeus não considera os EUA um aliado confiável, aponta sondagem. Maioria da população mundial vê Pequim como "aliada".
O ano de 2025 tem sido exigente para a Europa ao nível interno e externo e, mesmo com as baterias carregadas pelo tempo estival, será difícil esconder as dificuldades: apesar das aparências, tem havido mais desunião que união e, sem ela, o nosso futuro coletivo não será muito promissor.
A ameaça russa é sobre toda a Europa, não apenas sobre o Leste. Mas é nos estados Bálticos que ela é sentida de forma mais evidente e identificada. A revisão estratégica da Segurança e Defesa de França é clara na necessidade de travar a Rússia e fortalecer a Polónia. Que caminho escolheremos em caso de uma incursão báltica de Putin por 2028?
Junho está a acabar e julho promete continuar quente quando se aproxima o prazo para resolver as disputas comerciais com a América de Trump. É melhor estarmos preparados para o que ainda pode vir antes de irmos a banhos.
Em Portugal percentagem é ainda mais baixa - 18%, mostra o último inquérito do European Council on Foreign Relations. Portugal é dos mais pessimistas em relação à reeleição de Trump, com 58% a considerarem que será má para a paz no mundo.
Como lembraram os líderes da UE no seminário anual organizado também esta semana em Bruxelas para o corpo diplomático da União: o mundo de hoje é marcado pela "desordem e complexidade" segundo Costa e por uma geopolítica "hiper-competitiva e hiper-transaccional," de acordo com von der Leyen.
Nos primeiros dias na função, António Costa, novo presidente do Conselho Europeu, foi claro na definição do objetivo: envolver o Reino Unido no desafio europeu de construir uma defesa coletiva.
"O que nós queremos é ter conclusões mais curtas, porque não precisamos que cada Conselho [Europeu] discuta mais uma vez todos os problemas do mundo. Precisamos de concentrar cada Conselho [Europeu] numa mensagem política", salientou.
Na verdade, não há uma crise migratória na Europa. Há uma crise de liderança do centro-esquerda, do centro-direita e dos liberais que deixaram os radicais tomar conta do debate.
O crescente euroceticismo dos últimos anos – diferente do saudável euro-pragmatismo que os britânicos (os pró-europeus) sempre defenderam – pode agravar-se nos próximos tempos especialmente se as forças antieuropeias se moverem mais da periferia para o centro político europeu.
Salta à vista o tom genérico e abrangente do documento que tentou agradar a gregos e a troianos para encontrar um denominador comum entre os 27. É assim o jogo dos compromissos em Bruxelas que, muitas vezes, torna difícil a tarefa de identificar e elencar hierarquicamente prioridades estratégicas.
Por outro lado, 58% dos ucranianos acreditam que as suas tropas podem vencer a guerra contra as forças russas, revela inquérito do European Council on Foreign Relations.
O que está verdadeiramente em causa no Pacto sobre Migrações e Asilo da UE, cuja versão final foi aprovada há poucas semanas pelo Parlamento Europeu, com votos contra da Hungria e da Polónia?