Sábado – Pense por si

A rainha-mãe  D. Maria Pia  (segunda à dt.ª) num passeio de bicicleta em  Sintra, em 1898
Susana Lúcio

Sintra, o resort da família real

Escolhida pela frescura no século XIV, a vila junto à costa Atlântica tornou-se residência dos monarcas portugueses durante o verão até à perda da independência. No séc. XIX ganhou fama mundial e foi palco de soirées, garden parties , piqueniques e jantares dançantes protagonizados pela alta sociedade.

O Palácio que nasceu de um sonho e se tornou símbolo de Portugal

Trinta anos depois da classificação da Paisagem Cultural de Sintra como Património Mundial da UNESCO, a série O Tempo de Sintra inicia com uma viagem ao lugar onde a imaginação ganhou forma em pedra, cor e floresta. O Parque e Palácio Nacional da Pena continua a ser um dos monumentos mais surpreendentes da Europa e um dos rostos mais reconhecidos de Portugal no mundo.

Turistas britânicos junto às pirâmides do Egito no início do século XX
Susana Lúcio

As aventuras dos primeiros turistas

Jovens aristocratas britânicos completavam a sua educação com um Grand Tour pela Europa. Mas foi um pregador protestante abstémio que inventou os pacotes turísticos.

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Quarto reservado a José Correia da Serra na residência de Thomas Jefferson, em Monticello, Virgínia

O amigo português do Presidente

Cientista e abade nascido em Serpa, amigo íntimo de Thomas Jefferson e seu hóspede privilegiado em Monticello, José Correia da Serra foi uma das figuras mais respeitadas nos EUA no início do século XX e o primeiro embaixador português em Washington.

D. Luís I reinou Portugal de 1861 a 1889. Assinou o decreto que tornou as praias públicas
Francisco Máximo Gaié

O rei que deu praias a todos

D. Luís assinou o decreto que declarou públicos os areais portugueses, popularizou as idas ao mar dentro da alta sociedade e transformou Cascais num retiro real de veraneio.

D. Pedro e a mulher, a princesa Leopoldina, tiveram sempre uma relação muito próxima. A festa do seu casamento foi uma das mais luxuosas do Rio
Ana Taborda

Rio de Janeiro, a capital de todo o império

Para instalar a corte, muitos proprietários tiveram que abandonar as suas casas em 24 horas - a alternativa era a prisão. Passou a haver cabeleireiras e modistas, fizeram-se fábricas e restaurantes. D. João VI libertou e perdoou pelo menos dois escravos.

A fuga da família real para o Brasil

A impressionante operação foi concretizada em três dias e permitiu levar a família real e a corte para o Brasil (no total, nos mais de 40 navios seguiram 15 mil pessoas), para escapar às tropas de Napoleão. E ainda: como ganhar dinheiro com o seu prédio; a primeira reserva natural privada; e um futebolista com uma vida frenética

A fuga da família real portuguesa para o Brasil em 1807
Ana Taborda

A inédita fuga da família real para o Brasil

Era um cenário nunca antes visto: em 1807, 15 mil pessoas embarcaram à pressa de Lisboa para fugir às tropas de Napoleão. Em carruagens que nunca saíram do cais deixaram as pratas das igrejas; no chão e dentro de caixas, à chuva, ficaram os 60 mil livros da valiosa Biblioteca Real. Durante três meses sobreviveram a tempestades e raparam o cabelo para combater ataques de piolhos. Numa escala de um mês em Salvador da Baía, D. João VI abriu os portos da antiga colónia a um mundo que não a conhecia - e que por isso mesmo chegou a enviar patins de gelo e aquecedores para vender nos trópicos.

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