Péter Magyar consegue “super maioria”. Quem é o novo primeiro-ministro da Hungria?
Veio do Fidesz, mas desencantou-se com Orbán e conseguiu uma vitória retumbante nas eleições deste domingo.
Veio do Fidesz, mas desencantou-se com Orbán e conseguiu uma vitória retumbante nas eleições deste domingo.
"O Tisza e a Hungria ganharam estas eleições. Não por pouco, mas por uma margem enorme", declarou o candidato conservador.
o chefe do Estado português "saúda o povo húngaro pela elevada participação nas recentes eleições, expressão clara do compromisso cívico e da vitalidade democrática da Hungria".
Com cerca de 92% dos votos apurados, Péter Magyar e o seu partido Tisza, estão prestes a conquistar uma maioria de dois terços no parlamento, ou seja, 138 lugares. O Fidesz de Orbán terá 54 e o partido de extrema-direita, Mi Hazank, ficará com sete lugares.
“Se os resultados forem os que esperamos, então vamos ter um grande carnaval húngaro”, afirmou o presidente do Tisza.
A participação eleitoral foi de 77,8%. Mais de 5,8 milhões de eleitores foram às urnas votar.
"A Hungria vive em estado de perigo desde 2020, porque depois da pandemia, foi decretado um outro estado de perigo por causa da guerra na Ucrânia. Ou seja, os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos estão sujeitos a restrições e limitações", destaca a eurodeputada socialista Marta Temido, no NOW, no âmbito das eleições legislativas que decorrem na Hungria.
O país vai a votos numa eleição crucial que pode redefinir a sua posição na Europa e colocar fim aos 16 anos de poder de Viktor Orbán. O jornalista da AP explica as legislativas na Hungria.
O primeiro-ministro da Hungria foi às urnas numa votação decisiva que pode afastá-lo do cargo após mais de uma década e meia no poder.
Além da AP-OSCE, a missão internacional de observação eleitoral integra elementos do Escritório para as Instituições Democráticas e Direitos Humanos (ODIHR, na sigla em inglês) e da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa.
Depois de 16 anos no poder o primeiro-ministro populista Viktor Orbán pode ser substituído pelo seu antigo aliado, Péter Magyar.
Em vésperas das eleições legislativas na Hungria, o episódio do Europa Viva fala sobre a desinformação, os riscos que esta acarreta e o que podemos fazer para a combater.
O líder do partido opositor Tisza tem prometido restaurar o Estado de Direito e a independência dos tribunais, exigências de Bruxelas para desbloquear milhares de milhões de euros de fundos europeus retidos por violações ao Estado de Direito e corrupção sistémica do governo de Viktor Orbán (Fidesz), no poder há 16 anos.
Presidente do município da capital húngara desde 2019, Gergely Karácsony é um crítico do primeiro-ministro.
No poder desde 2010, Orbán enfrenta domingo um ‘teste de fogo’, uma vez que parte, nas sondagens, atrás do líder da oposição, Péter Magyar, do partido Tisza.
Diogo Alexandre Carapinha explica que “na Hungria as plataformas digitais são um campo de disputa”, o que torna o país mais permeáveis e interferências estrangeiras.