Sanzala Mihinjo, Abril de 1961
30 de maioAntónio Araújo

Sanzala Mihinjo, Abril de 1961

Tomada a decisão, em breves instantes apenas fuzilaram cinco vidas. Dos cadáveres então feitos cortaram as cabeças. E depois o soba colocou as cabeças nos paus, onde ficaram expostas sete dias. Os paus, esses, permaneceram para sempre, à vista de todos, na Sanzala Mihinjo, Abril de 1961.

O moralista

Guerra colonial

A única forma de não transformar a tragédia da História em farsa é aceitar que as feridas da guerra e do processo revolucionário continuam abertas no campo de batalha que é a psique individual e colectiva de duas gerações de portugueses.

Urbanista

A liberdade perdida

Não escrevo para que me entendam, escrevo apenas para que pensemos, em conjunto, se ainda seremos livres e se Abril não se terá esfumado na aparente liberdade das redes. Para onde caminha a tecnologia e que fará à nossa (já) liberdade perdida?

Prescrição é a tua tia, pá!
09 de abrilMiguel Matias

Prescrição é a tua tia, pá!

Depois do costumado desfile teatral das personagens jurídicas, entre heróis e vilões, a mesma derrotada: uma justiça que tarda em aprender com os seus próprios erros.

O supositório

Na minha maneira liberal de observar as manifestações quotidianas, o supositório funciona como uma alegoria do modo humano de fazer as coisas, onde a fronteira entre civilização e barbárie é mais fina e estaladiça que massa folhada no forno

Urbanista

Famílias à beira de um ataque de nervos

Este ano ficámos a saber que vamos ter de aguardar 130 anos para conquistar a igualdade de género nos cargos de decisão. Se isto pouco importa para quem toma as decisões lá em casa, quer dizer muito sobre a desigualdade de género que é, no fundo, o que provoca a também a desigualdade em casa, já que foram, também, os salários das mulheres mais penalizados pela pandemia.

Cuidados intensivos

Pensamentos mágicos

Francisco Ramos não se impressiona com pormenores. Prefere lembrar que a roubalheira de vacinas que se regista por aí só indigna verdadeiramente os eleitores de André Ventura, o que não deixa de ser um elogio para eles. As pessoas de bem, na curiosa mundividência do dr. Ramos, toleram e até aplaudem a vigarice

Super-Trump

A avaliar por uma notícia recente do The New York Times, dir-se-ia até que as semelhanças entre Tarzan e Trump, duas crianças grandes fugindo das responsabilidades dos crescidos, são bem maiores que as diferenças.

Vem aí o Inverno

Numa altura em que tentamos acautelar, ou minimizar, os efeitos de uma segunda vaga da covid-19, é essencial mobilizar a população no sentido de compreender que vacinar-se contra a gripe é, no actual momento, um gesto de compromisso e responsabilidade colectiva.

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