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Urgência regional de obstetrícia da Península de Setúbal arranca no dia 15 de abril

Lusa 18:11
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A urgência regional centralizada vai funcionar em dois polos: no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

A urgência regional de Ginecologia e Obstetrícia da Península de Setúbal vai começar a funcionar a partir do dia 15 de abril, anunciou esta quarta-feira o diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Mulher grávida
Mulher grávida Correio da Manhã

Álvaro Almeida falava aos jornalistas no hospital Garcia de Orta, em Almada, depois da assinatura entre a Direção Executiva do SNS e os conselhos de Administração das Unidades Locais de Saúde (ULS) de Almada-Seixal, Arco Ribeirinho (Barreiro) e Arrábida (Setúbal) de um protocolo de cooperação para a operacionalização da urgência centralizada.

"O protocolo que acabámos de assinar entre a Direção Executiva, a ULS Almada Seixal, a ULS Arco Ribeirinho e a ULS Arrábida é um protocolo que define o início de funcionamento da urgência centralizada de obstetrícia e ginecologia da Península de Setúbal a partir das 09:00 do dia 15 de abril de 2026", disse.

O diretor executivo do SNS explicou que a urgência regional centralizada vai funcionar em dois polos, um no Hospital Garcia de Orta, em Almada, e um outro no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

O hospital sede da urgência centralizada de âmbito regional da Península de Setúbal de Ginecologia e Obstetrícia/Bloco de Partos, com apoio perinatal diferenciado, será o Hospital Garcia de Orta, em Almada.

O segundo polo, no Hospital de S. Bernardo, vai assegurar o serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia para a população da sua área de influência (Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Palmela, Santiago do Cacém, Sesimbra e Sines).

Álvaro Almeida adiantou que as três ULS vão manter toda a atividade programada na área da ginecologia e obstetrícia, incluindo os partos programados, que vão continuar a realizar-se em cada uma das ULS: Almada-Seixal, Arco Ribeirinho e Arrábida.

Questionado sobre a distribuição de profissionais, o diretor executivo do SNS respondeu que, "à partida, o polo de Setúbal será primordialmente assegurado pela equipa da ULS Arrábida" e o polo do Hospital Garcia de Orta será com uma equipa em que 80% dos profissionais são da ULS Almada-Seixal e 20% do Arco Ribeirinho.

"Em qualquer dos casos, o protocolo que assinámos hoje é um protocolo de funcionamento solidário das urgências e, portanto, em caso de necessidade, poderá alterar-se essa distribuição e, potencialmente, qualquer equipa de qualquer ULS poderá prestar serviço em qualquer uma das duas urgências que estão a funcionar", frisou.

Contudo, explicou, a regra será que a urgência do Garcia de Orta será assegurada pela ULS Almada-Seixal e pelo ULS Arco Ribeirinho e a do Hospital São Bernardo pela ULS Arrábida.

O responsável não precisou o número de profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, que estarão adstritos a estes dois polos, indicando apenas que "serão os necessários para assegurar o funcionamento destas urgências".

"Portanto, são as escalas normais como até aqui. A diferença é que agora passaremos a ter uma maior previsibilidade, porque estas duas urgências, estes dois polos da urgência, funcionarão permanentemente", disse, admitindo, contudo, que "com a escassez de profissionais existentes vai ser necessário continuar a usar prestadores de serviços", ou seja, tarefeiros.

Ao abrigo do protocolo, as ULS de Almada-Seixal, do Arco Ribeirinho e da Arrábida são solidariamente responsáveis por assegurar, em articulação e cooperação, o funcionamento regular da urgência centralizada nas especialidades de Ginecologia e Obstetrícia nas respetivas circunscrições territoriais, de modo a garantir a afetação adequada de recursos humanos e organizacionais, a prestação contínua, segura e atempada de cuidados de saúde, sem prejuízo da coordenação centralizada do processo pela Direção Executiva do SNS.

Este modelo, que segundo Álvaro Almeida é implementado devido à carência de profissionais especializados, terá avaliações semestrais.

Em caso de urgência, as grávidas devem contactar previamente a linha SNS 24 Grávida, que as orienta e faz o devido encaminhamento para o serviço adequado, que poderá ser o Serviço de Urgência mais próximo, uma consulta aberta de ginecologia e obstetrícia no hospital da ULS a que pertence a utente, uma consulta no centro de saúde de inscrição ou autocuidados.

Esta é a segunda Urgência Centralizada de Obstetrícia a entrar em funcionamento. A primeira começou a uncionar no dia 16 de março em Loures.

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