Turmas divididas, exames em pavilhões: como será o regresso às universidades?

Turmas divididas, exames em pavilhões: como será o regresso às universidades?
Sara Capelo 29 de abril de 2020

Só quem está a perder as aulas práticas terá de ir. Mas ensino a distância (apesar das dificuldades, que as há) dá outra segurança aos estudantes

Será difícil convencer muitos os alunos do ensino superior a regressarem às universidades. Apesar de a data provável ainda não ter sido anunciada pelo Governo, as últimas semanas representaram para estes estudantes uma segurança que não sabem se será possível reencontrar nos campus das faculdades e escolas superiores que frequentam.

"Há opiniões ambíguas. Apesar de haver estudantes a favor do regresso, porque querem concluir o ciclo de estudos, temos outros que demonstram preocupação com a sua saúde e a da comunidade", diz Fernanda Barreiras, que preside à Associação Académica da Universidade de Évora.

Bernardo Rodrigues da congénere lisboeta acrescenta que "o maior receio é que haja cadeias de transmissão que ainda estejam ativas". Há dúvidas que este dirigente associativo ainda não viu resolvidas. Exemplo: os estudantes podem estar protegidos nas universidades, onde lhes dão material de  proteção e tudo está desinfetado. E como garantir que não se contagia no caminho que faz de casa para a faculdade?  

"Se não for seguro para os nossos alunos, não é do interesse da associação que existam aulas presenciais", defende Ana Lourenço, da Associação de Estudantes da Escola Superior de Saúde de Alcoitão, onde existem os cursos de terapia da fala, terapia ocupacional e fisioterapia e em que parte das aulas presenciais são com pessoas da comunidade. 


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