Tudo o que Rui Pinto disse quando foi interrogado

Tudo o que Rui Pinto disse quando foi interrogado
Nuno Tiago Pinto 24 de dezembro de 2019

O pirata aceitou falar de apenas uma parte dos factos pelos quais foi detido. Ao longo de uma hora garantiu que nunca entrou ilicitamente num computador e que nunca quis dinheiro pelos documentos que foram enviados por fontes do Football Leaks.

Eram 18h37 de 22 de maio de 2019 quando Rui Pinto começou a ser interrogado pela juíza de instrução criminal Maria Antónia Andrade (MA). Na sala estavam a procuradora titular do inquérito Patrícia Barão, a procuradora adjunta Vera Camacho e os advogados de defesa Francisco Teixeira da Mota e Luísa Teixeira da Mota. Depois de responder às perguntas habituais sobre a sua identidade e morada, Rui Pinto disse querer prestar declarações, mas só sobre alguns dos 173 pontos da indiciação, na qual era tido como suspeito de entrar nos sistemas da Doyen Sports Investments e do Sporting, de divulgar documentos confidenciais no Football Leaks e de tentar extorquir o CEO da Doyen, Nélio Lucas.
Num tom calmo e pausado, Rui Pinto (RP) quis começar por falar dos primeiros seis pontos, sobre o tempo passado em Budapeste, onde meses antes tinha sido detido.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais