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Técnicos de Migração alertam para pressão resultante da exposição negativa da AIMA

Sindicato defendeu um apuramento rigoroso da situação que levou às buscas da PJ na delegação da AIMA nos Açores.

O Sindicato dos Técnicos de Migração defendeu este sábado um apuramento rigoroso da situação que levou às buscas da PJ na delegação da AIMA nos Açores e alertou para a pressão sobre os trabalhadores, resultante da exposição negativa da instituição.

AIMA anunciou a instauração de um inquérito interno
AIMA anunciou a instauração de um inquérito interno Vânia Martins/Medialivre

Em comunicado, o sindicato manifesta "total solidariedade" para com os colegas da delegação da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) de Ponta Delgada, onde quinta-feira a Polícia Judiciária (PJ) realizou buscas.

A AIMA anunciou, entretanto, a instauração de um inquérito interno, prometendo "total colaboração" com as autoridades.

O sindicato manifestou "profunda preocupação com a imagem que a AIMA tem vindo a assumir na comunicação social e junto da opinião pública".

"A exposição negativa contínua, não só fragiliza a credibilidade da instituição, como também aumenta significativamente a pressão sobre os trabalhadores, que diariamente dão o seu melhor em condições exigentes", lê-se no comunicado.

Para o Sindicato dos Técnicos de Migração, "esta situação não traz qualquer benefício para os cidadãos estrangeiros que dependem destes serviços, antes contribui para agravar dificuldades já existentes".

A organização sindical alertou ainda para "os riscos associados ao recurso ao 'outsourcing' em áreas altamente técnicas como a imigração".

"Trata-se de funções que exigem conhecimento especializado, responsabilidade institucional e sensibilidade jurídica, não devendo ser desvalorizadas ou externalizadas sem uma avaliação rigorosa das consequências para a qualidade do serviço público e para a proteção dos direitos dos cidadãos", adianta o sindicato no comunicado.

No seguimento das buscas à delegação da AIMA em Ponta Delgada, a PJ informou, em comunicado, que estava a investigar "crimes de abuso de poder, recebimento indevido de vantagem e de corrupção", tendo a operação sido realizada no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Comarca dos Açores.

"Em causa estão suspeitas da prática de atos ilícitos por funcionários públicos, consistindo na atribuição indevida de prioridade a determinados atendimentos e ao tratamento de processos, mediante contrapartidas de natureza patrimonial", lê-se na nota da PJ enviada às redações.

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