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Atrasos e ações em tribunal: a revolta dos estrangeiros dos vistos gold

Confrontados com atrasos superiores a um ano na renovação e concessão das autorizações de residência para investimento, milhares de pessoas têm entupido os tribunais com ações contra a AIMA. E há outra vaga a caminho: a nova Lei da Nacionalidade defrauda expectativas de muitos titulares, que preparam ações coletivas contra o Estado.

Mark vive com a família há seis anos em Portugal ao abrigo de um visto gold, e gere com a mulher um negócio que trouxe para o País. “Estamos inseridos na comunidade, vivemos em Lisboa e produzimos mobiliário para exportação”, diz Mark, que preferiu não autorizar o uso do seu nome verdadeiro, nem a divulgação de detalhes, por recear problemas futuros com a autoridade da imigração. A sua via-sacra explica boa parte do receio. Como manda a lei, três meses antes de expirar a sua autorização de residência, o empresário, oriundo de fora da União Europeia, pediu a renovação. Catorze meses depois ainda não tinha um agendamento. Sem um visto válido receava sair de Portugal para fora da UE porque poderia ser impedido de embarcar de volta para o país onde tem a sua vida.

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