A PJ dos Açores realizou buscas na AIMA no âmbito da operação "Linha Direta", que investiga crimes de abuso de poder, recebimento indevido de vantagem e corrupção.
A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) confirmou esta quinta-feira buscas da Polícia Judiciária (PJ) na loja em Ponta Delgada e anunciou a instauração de um inquérito interno, prometendo "total colaboração" com as autoridades.
AIMANélson Malcata/medialivre
Em comunicado, a AIMA confirma a "realização de diligências" por parte da PJ na loja em Ponta Delgada, nos Açores, na quarta-feira, "no âmbito de um processo em investigação pelas autoridades judiciárias".
"No âmbito das suas competências administrativas, a AIMA determinou a instauração de um inquérito interno relacionado com a Loja AIMA de Ponta Delgada, sem prejuízo dos procedimentos judiciais em curso", anuncia.
Aquela agência garante que "tem prestado e continuará a prestar total colaboração às autoridades competentes e à administração da justiça", considerando-se "parte especialmente interessada no total esclarecimento dos factos e cumprimento da lei".
A AIMA realça também que as buscas aconteceram "exclusivamente" na loja de Ponta Delgada, "não tendo ocorrido em quaisquer outras instalações ou serviços".
A PJ dos Açores realizou buscas na AIMA no âmbito da operação "Linha Direta", que investiga crimes de abuso de poder, recebimento indevido de vantagem e corrupção.
Em comunicado, a PJ revela que aquela operação visou o "cumprimento de nove mandados de busca, incluindo três em residências e três em instalações de um instituto público", que permitiram a "apreensão de um relevante acervo documental, especialmente de dados informáticos e correspondência eletrónica".
No comunicado, a PJ adianta estar a investigar "crimes de abuso de poder, recebimento indevido de vantagem e de corrupção", tendo a operação sido realizada no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Comarca dos Açores.
"Em causa estão suspeitas da prática de atos ilícitos por funcionários públicos, consistindo na atribuição indevida de prioridade a determinados atendimentos e ao tratamento de processos, mediante contrapartidas de natureza patrimonial", lê-se na nota da PJ enviada às redações.
AIMA abre inquérito interno após buscas da PJ em Ponta Delgada
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