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AIMA abre inquérito interno após buscas da PJ em Ponta Delgada

Lusa 18:31
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A PJ dos Açores realizou buscas na AIMA no âmbito da operação "Linha Direta", que investiga crimes de abuso de poder, recebimento indevido de vantagem e corrupção.

A Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) confirmou esta quinta-feira buscas da Polícia Judiciária (PJ) na loja em Ponta Delgada e anunciou a instauração de um inquérito interno, prometendo "total colaboração" com as autoridades.

AIMA
AIMA Nélson Malcata/medialivre

Em comunicado, a AIMA confirma a "realização de diligências" por parte da PJ na loja em Ponta Delgada, nos Açores, na quarta-feira, "no âmbito de um processo em investigação pelas autoridades judiciárias".

"No âmbito das suas competências administrativas, a AIMA determinou a instauração de um inquérito interno relacionado com a Loja AIMA de Ponta Delgada, sem prejuízo dos procedimentos judiciais em curso", anuncia.

Aquela agência garante que "tem prestado e continuará a prestar total colaboração às autoridades competentes e à administração da justiça", considerando-se "parte especialmente interessada no total esclarecimento dos factos e cumprimento da lei".

A AIMA realça também que as buscas aconteceram "exclusivamente" na loja de Ponta Delgada, "não tendo ocorrido em quaisquer outras instalações ou serviços".

A PJ dos Açores realizou buscas na AIMA no âmbito da operação "Linha Direta", que investiga crimes de abuso de poder, recebimento indevido de vantagem e corrupção.

Em comunicado, a PJ revela que aquela operação visou o "cumprimento de nove mandados de busca, incluindo três em residências e três em instalações de um instituto público", que permitiram a "apreensão de um relevante acervo documental, especialmente de dados informáticos e correspondência eletrónica".

No comunicado, a PJ adianta estar a investigar "crimes de abuso de poder, recebimento indevido de vantagem e de corrupção", tendo a operação sido realizada no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) da Comarca dos Açores.

"Em causa estão suspeitas da prática de atos ilícitos por funcionários públicos, consistindo na atribuição indevida de prioridade a determinados atendimentos e ao tratamento de processos, mediante contrapartidas de natureza patrimonial", lê-se na nota da PJ enviada às redações.