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Seguro abrigou-se das cavacas em Aveiro mas comeu-as para "temperar a acidez" do país

Depois de um almoço com apoiantes num hotel, a chuva ainda criou dúvidas na comitiva sobre a ida até à Capela de São Gonçalinho, mas os guarda-chuvas apareceram pela primeira vez na campanha.

A chuva não demoveu António José Seguro de percorrer, este domingo, as ruas de Aveiro em plenas festas de São Gonçalinho, obrigando o candidato presidencial a proteger-se do lançamento das cavacas, que comeu para "temperar a acidez" do país.

António José Seguro em campanha
António José Seguro em campanha JOSÉ COELHO/LUSA

Depois de um almoço com apoiantes num hotel, a chuva ainda criou dúvidas na comitiva sobre a ida até à Capela de São Gonçalinho, mas os guarda-chuvas apareceram pela primeira vez na campanha, protegendo, dentro do possível, o candidato, que até prometeu, caso chegue a Belém, fazer um decreto para que não chovesse tanto.

Após os habituais cumprimentos e até 'invadindo' um almoço de grupo num restaurante, Seguro chegou ao largo da Praça do Peixe e foi imediatamente comprar cavacas, os doces associados ao São Gonçalinho e, questionado se não era "açúcar a mais", Seguro respondeu que "é para temperar a acidez que existe na sociedade portuguesa".

"Há muita acidez, por isso é que eu vou tomar um café", disse aos jornalistas, mas o café foi o líquido menos ingerido na tarde aveirense.

Questionado sobre a contabilidade ao nível de digestivos, o candidato mostrou-se seguro: "Bebi três licorzinhos verdes e um bocadinho assim pequenino do castanho", afirmando ter a certeza "absoluta" das suas contas.

Perto da Capela de São Gonçalinho, onde de cada vez que tocam os sinos são lançadas cavacas do seu topo para a praça, António José Seguro pediu "atenção às cavacas", mas sobre os "cavacos" respondeu que era "pela igualdade de género".

Não se aproximando demasiado da capela, disse que se estava "a chegar à frente", sendo uma coisa "chegar à frente com coragem" e outra saber que lhe vão acertar.

"Há uma diferença entre a coragem e a loucura. Eu serei um presidente corajoso. Não sou irresponsável", disse, elogiando a "espécie de anti-aéreas" das pessoas à sua frente e dos apanhadores de cavacas: os guarda-chuvas.

Seguro admitiu usar até 'anti-aéreas' mas simbólicas, contra todos aqueles que querem atacar o país e a democracia e que querem rever a Constituição.

"Quem quer ser Presidente da República está sempre debaixo de fogo, mas vale a pena, porque eu tenho um colete anti-fogo e tenho uma convicção muito forte para ajudar o nosso país", disse.

Seguro percorreu ainda mais barraquinhas - incluindo as dos clubes desportivos Beira-Mar e Galitos - e prometeu voltar no próximo ano.

"Claro, claro é mesmo esse o meu desejo. Aliás, no final eu tomo sempre nota na minha agenda para não me esquecer, para não haver compromissos que coincidam", garantindo já ter muitos compromissos.

Terminou ainda a explicar a história da música Bella Ciao - adaptada pelos seus jovens apoiantes com a letra "eu vou votar, eu vou votar, no dia 18, é no Seguro, que eu vou votar, eu vou votar" -  ficando "muito feliz" por terem cantado.

"Nunca tinha imaginado que isso poderia ser assim, há sempre uma primeira vez", partilhou, tal como já tinha partilhado as cavacas que tinha comprado.

No adeus de Aveiro, já dentro do carro e com vista para os moliceiros - tinha-lhe sido oferecido uma réplica em miniatura no almoço - Seguro ainda teve tempo de cumprimentar transeuntes na rua, seguindo depois para Viana do Castelo.

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