São João no Porto quadruplica em um ano número de consultas de obesidade

Lusa 07 de fevereiro de 2020
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John Preto destacou que este serviço, que entrou em funcionamento em janeiro deste ano, teve "o mérito de conseguir ocupar melhor o espaço, neste caso o bloco operatório".

O Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) quadruplicou, em um ano, o número de primeiras consultas na área da obesidade, através da criação do Centro de Responsabilidade Integrado (CRI), disse esta sexta-feira o responsável pelo projeto, John Preto. "Melhoramos a gestão, o acesso e os tempos de resposta. Em termos práticos e técnicos, o que aconteceu é que quadruplicámos o número de primeiras consultas. Passamos de um histórico de 400 por ano para 1.600", referiu o diretor do CRI de Obesidade do CHSJ.

Hospital de São João, no Porto
Hospital de São João, no Porto

John Preto também destacou que este serviço, que entrou em funcionamento em janeiro deste ano, "duplicou o número de intervenções cirúrgicas" e teve "o mérito de conseguir ocupar melhor o espaço, neste caso o bloco operatório". "A atividade neste modelo novo de gestão, permitiu gerir melhor os recursos que temos para os utentes, em termos de resposta e de acesso", referiu, ainda, o responsável, que falava aos jornalistas à margem de uma sessão de apresentação de resultados na qual participou o ex-ministro Adalberto Campos Fernandes.

Campos Fernandes considerou os resultados deste CRI de Obesidade "esmagadores", aconselhando outros hospitais "a seguir o exemplo" do São João e a criarem centros semelhantes nesta e em outras áreas. "A obesidade é um problema de saúde pública que em Portugal tem uma magnitude muito grande. Muitas destas pessoas não têm dinheiro para ir ao privado. (...) Dar resposta a esses doentes é um imperativo de saúde pública", referiu o antigo ministro.

Depois de ter sido proposto à tutela em março de 2018, o CRI de Obesidade do CHUSJ iniciou atividade em janeiro do ano passado e trabalhou com 41 profissionais de áreas como cirurgia, psicologia, nutrição, enfermagem e endocrinologia, entre outras especialidades. De acordo com dados apresentados hoje, o internamento em 2018 nestes casos rondava os 4,46 dias, enquanto agora está em 2,47, o que corresponde a um objetivo cumprido em 121%, tendo John Preto destacado que graças a estes números e a este CRI "foram libertadas camas no hospital para outras necessidades".

Quanto ao número de doentes com tempo de espera superior a um ano, esse passou de 2.792 em 2018 para 958 em 2019. Já o total de cirurgias foi de 580 em 2019, enquanto no ano anterior se realizaram, nesta área, 273. Soma-se o número de inscritos para cirurgia com tempo espera superior a um ano que em 2018 era de 98 doentes e em 2019 foi zero.

"Não temos doentes à espera de cirurgia e não tivemos de mandar nenhum doente para outra instituição em 2019. A meta de desempenho do CRI de Obesidade foi de 84,3%", disse John Preto durante a apresentação. Já à margem da sessão, quando questionado sobre novos objetivos, o responsável disse que queria "manter o conseguido em 2019 e tentar implementar novos desafios" em 2020, "como não haver nenhum doente à espera de consultas". "

"Já conseguimos isso nas cirurgias e agora o nosso desafio é nas consultas externas", destacou.

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