Queixas de Ivo contra Alexandre arquivadas

Queixas de Ivo contra Alexandre arquivadas
António José Vilela 08 de dezembro de 2021

Ivo Rosa queixou-se do trabalho que Carlos Alexandre fez quando o substituiu. O inspetor que analisou o caso criticou Ivo recomendando uma “postura menos autocentrada”.

"Impunha-se, na minha perspetiva do exercício da judicatura, por parte do Exmo. Sr. Juiz de Direito [Ivo Rosa], uma postura que, partindo do reconhecimento do facto de outros terem assegurado o serviço a seu cargo durante o longo período de exclusividade, se mostrasse mais compreensiva, menos autocentrada e, sobretudo, menos potenciadora de desnecessários atritos relacionais."

É assim que Vítor Ribeiro, inspetor do Conselho Superior da Magistratura (CSM) termina o relatório de 28 páginas que avaliou a queixa que o juiz Ivo Rosa fez ao mesmo CSM sobre a atuação de três colegas (e eventualmente de funcionários judiciais) que o substituiram nos processos do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) enquanto esteve durante dois anos e três meses em exclusividade na instrução da Operação Marquês.

Depois de retornar à titularidade dos processos, Ivo Rosa queixou-se em maio deste ano que mais de 30 requerimentos de arguidos, testemunhas e outros intervenientes, entrados no TCIC entre 18 de dezembro de 2018 e 29 de dezembro de 2020, tinham ficado por decidir em três processos. Na prática, Ivo visou o trabalho feito pelos três colegas encarregados pelo CSM de despachar em momentos diferentes estes processos, nomeadamente as juízas Ana Peres e Conceição Moreno e sobretudo o juiz Carlos Alexandre.

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