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Gastos que pesam no orçamento dos agregados são idas a restaurantes ou bares, manutenção da casa ou pequenas viagens de fim de semana. As atividades culturais, como ir ao cinema, a concertos, teatros ou museus, são gastos difíceis para um terço das famílias.
Gastos com o automóvel, férias grandes, idas ao dentista, encargos com óculos e aparelhos auditivos e a compra de carne, peixe ou alternativas vegetarianas são algumas das despesas que mais pressionam o orçamento das famílias portuguesas.
Quatro em cada dez agregados revela dificuldades em pagar despesas e 17% encontram-se em sufoco financeiroJoão Cortesão
Os dados são do mais recente barómetro anual da DECO PROteste, que revela um agravamento das dificuldades das famílias em pagar despesas do dia a dia. Quase quatro em cada dez agregados revela dificuldades em pagar despesas essenciais e 17% encontram-se em situação de sufoco financeiro.
Já o Índice de Capacidade Financeira da organização que mede a capacidade das famílias para fazer face às despesas essenciais numa escala de 0 a 100, caiu de 46,2 pontos em 2024 para 41,6 pontos em 2025. A nível regional, é o arquipélago dos Açores que regista o índice mais baixo. No Continente, Guarda e Aveiro apresentam uma maior proporção de famílias em dificuldade financeira.
O barómetro nota ainda que as dificuldades financeiras são mais acentuadas em famílias monoparentais e agregados familiares mais numerosos que enfrentam maiores constrangimentos para fazer face a despesas essenciais.
Outros gastos que pesam no orçamento das famílias são idas a restaurantes ou bares, manutenção da casa ou pequenas viagens de fim de semana. As atividades culturais, como ir ao cinema, a concertos, teatros ou museus, são gastos difíceis para um terço das famílias.
Este estudo avalia anualmente a capacidade das famílias portuguesas de pagar despesas essenciais em áreas como a alimentação, educação, habitação, lazer e tempos livres, mobilidade e saúde. O barómetro baseia-se em 5.546 respostas de famílias portuguesas e decorreu entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, de forma a acompanhar a evolução financeira das famílias durante um período de tempo.
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