PSP suspende folgas para manifestação dos coletes em Lisboa

Alexandre R. Malhado , Lusa 15 de dezembro de 2018
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A PSP suspendeu as folgas aos polícias a 21 de Dezembro, dia de manifestações em Portugal do movimento "coletes amarelos".

A PSP vai estar de prevenção em 21 de Dezembro, dia de manifestações em Portugal do movimento "coletes amarelos", antecipando "manifestações de grande dimensão em todo o país", tendo por isso suspendido as folgas marcadas pelos efectivos.

"Vamos ter manifestações de grande dimensão em todo o país e mandam as regras do bom senso ter pessoal operacional", disse à Lusa o porta-voz da Direcção Nacional da PSP, intendente Alexandre Coimbra, adiantando que a preocupação neste momento se prende com a dimensão do evento e não com qualquer informação de possíveis confrontos.

lexandre Coimbra, confirmou à Lusa que as folgas e os créditos horários dos efectivos da PSP foram suspensos por uma questão de "bom senso", face à marcação dos protestos inspirados no movimento "coletes amarelos" em França, em que manifestações contra o elevados custo de vida e para exigir diminuição dos impostos e do preço da gasolina, entre outras reivindicações, resultaram em violentos confrontos entre manifestantes e polícias no centro de Paris.

O porta-voz adiantou que a PSP está a reunir-se com os promotores das concentrações "para assegurar que tudo irá decorrer dentro da normalidade, não estando ainda definido o contingente nem os meios a serem utilizados". Alexandre Coimbra referiu ainda que as folgas e créditos horários suspensos serão repostos.

Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), disse à TSF que acredita que 90% dos polícias estarão em serviço nesse dia. "Olhando para o despacho feito pela direção nacional da polícia, leva-me a crer que mais de 90% dos polícias estarão ao serviço. Só estão excecionados casos especiais ou que estejam de férias. Todos os outros cerca de 20 mil polícias vão estar de serviço. O despacho é claro nesse sentido: não há direito a folgas nem a créditos horários", explicou em declarações à TSF.

Há uma "grande preocupação" da PSP perante estes protestos. "Estamos a falar de protestos que podem – eventualmente, esperamos que não – ser semelhantes aos de França. São protestos bastante complicados em termos de gestão e controlo de ordem pública. Nunca existiram em Portugal, pelo menos nesse modelo, e por isso há uma grande preocupação. Apela-se a todos os polícias que estejam ao mais alto nível naquele dia", disse Paulo Rodrigues.

"Tratando-se de um protesto onde a PSP terá de ter uma especial atenção em prol da segurança das pessoas e bens, mas também da garantia de que todos os cidadãos poderem exercer todos os seus direitos de manifestação, compreendemos, obviamente, o teor do despacho. No entanto a ASPP/PSP lamenta que o documento não mencione que a instituição PSP irá garantir os direitos dos Polícias, compensando-os pelo seu trabalho em hora de folga ou descanso", refere a associação sindical num comunicado divulgado esta sexta-feira-

"Uma vez que profissionais da PSP estão obrigados a cumprir um dia de trabalho no seu dia de descanso semanal obrigatório, a ASPP/PSP entende que deve ser atribuído a todos os Polícias nessa condição, a reconhecida compensação, mediante a atribuição do respectivo Suplemento de Piquete", adianta a ASPP/PSP.
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