Autoridade avisa que as próximas horas serão "extremamente graves" e pede que a população tome medidas.
A Proteção Civil alertou este domingo que as "previsões meteorológicos [para as próximas horas] são extremamente graves e com potencial dano muito significativo" e aconselhou a população próxima às "zonas afetadas pelas cheias" a colocar "sacos de areia junto às portas". "São pequenas ações que exortamos a população [a tomar]", disse em conferência de imprensa o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil.
Mário Silvestre avançou ainda que "a partir de hoje e até cerca das oito manhã [de dia 3] a precipitação será muito intensa, mantendo-se este quadro meteorológico até ao final da semana". "Não é uma situação passageira", adiantou.
O comandante deixou ainda um aviso para a capacidade de retenção de água nos solos, que já foi atingida. "Como dizem os homens da APA [Agência Portuguesa do Ambiente], a capacidade de campo foi atingida. Isto significa que o solo não tem mais capacidade de retenção de água e, portanto, toda a água que cair vai escorrer para as bacias e vamos ter um problema."
Face à passagem de uma nova tempestade - a quarta, depois da Ingrid, Joseph e Kristin - o Conselho de Ministros decidiu reunir-se de emergência para decretar o estado de calamidade até 8 de fevereiro e prometer apoios "no valor de 2.500 milhões de euros".
Desde a passagem da depressão Ingrid que milhares de pessoas permanecem sem eletricidade ou água. Até às 12h deste domingo contabilizavam-se cerca de 167 mil clientes sem energia: destes, 50 mil casos verificavam-se em Leiria - uma das zonas que foi mais afetada pelo mau tempo.
A tempestade deixou também algumas estradas cortadas, como foi o caso da A24, que para já não há data de reabertura. Também há registos de centenas de pessoas feridas em acidentes de limpeza e reconstrução: só no Hospital de Leiria deram entrada 545 feridos com traumas, revelou à Lusa fonte hospitalar.
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