Processo de José Veiga vai arrastar-se até 2019

Processo de José Veiga vai arrastar-se até 2019
Carlos Rodrigues Lima 26 de abril de 2018

Depois de um pedido de aceleração processual feito pela defesa do empresário, Procuradora-geral da República deu um prazo de 18 meses para o DCIAP concluir a investigação



Detido em Fevereiro de 2016, o antigo empresário de jogadores de futebol José Veiga vai ter que esperar mais um ano e meio para saber se é acusado ou não pelo Ministério Público no âmbito da "Operação Atlântico". De acordo com informações recolhidas pela SÁBADO, depois de ter apresentado um pedido de aceleração processual, a defesa de Veiga já recebeu a resposta da Procuradora-geral da República, Joana Marques Vida, que deu 18 meses aos procuradores do Departamento Central de Investigação e Acção Penal para fecharem a investigação. Contas feitas, o prazo termina em Agosto do próximo ano.

O processo da Rota do Atlântico investiga indícios de corrupção internacional e branqueamento de capitais e envolve o empresário José Veiga e o seu sócio Paulo Santana Lopes. Está em causa a ligação entre os portugueses e altas figuras de estado do Congo e diversas multinacionais, como o grupo Gunvor, ligado à comercialização de petróleo, e a Asperbras.

José Veiga, que representava a Asperbras no Congo é suspeito de ter corrompido governantes congoleses de forma a obter contratos de obras públicas para o grupo brasileiro. Entre os contratos mais avultados está o da construção do complexo industrial e comercial de Maloukou, na capital Brazzaville. O projecto ocupa uma área de mais de 654 mil metros quadrados e só foi possível iniciar o mesmo depois da Sociéte National des Petroles du Congo-Brazzaville ter assinado um contrato de fornecimento de petróleo com a Gunvor que obrigaria esta última empresa a realizar um pré-financiamento de 500 milhões de dólares de um complexo industrial.

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