Presidente checo visita Belém

Alexandre R. Malhado , Lusa 14 de dezembro de 2016
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O Presidente da República receberá em Belém o Presidente checo, Milos Zeman, naquela que será a terceira visita de Estado de Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República receberá em Belém o Presidente checo, Milos Zeman, naquela que será a terceira visita de Estado de Marcelo Rebelo de Sousa. As duas anteriores visitas de Estado foram do Presidente do Egipto e dos reis de Espanha, ambas durante o mês de Novembro.


O programa da sua visita de Estado a Portugal começa com uma recepção junto ao Mosteiro dos Jerónimos, na quarta-feira de manhã, seguindo-se a deposição de flores no túmulo de Luís de Camões e um encontro a sós com o Presidente português, no Palácio de Belém, com declarações à imprensa.

Depois, Milos Zeman tem um almoço no Palácio das Necessidades, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em representação do primeiro-ministro, António Costa. O dia termina com um banquete oferecido pelo Presidente português.

Na quinta-feira, o Presidente checo é recebido de manhã no parlamento pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, com quem tem um encontro, e depois participa num fórum empresarial, na sede da Associação Industrial Portuguesa (AIP). À tarde, encontra-se com o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, que lhe vai entregar a chave da cidade de Lisboa. Milos Zeman termina esta visita ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio da Cidadela, em Cascais, onde haverá um concerto, a inauguração da exposição "Carlos IV e a Fé" e um cocktail.


Milos Zeman, economista, de 72 anos, é o terceiro Presidente da República Checa e o primeiro eleito directamente, e está em funções desde Março de 2013. Anteriormente, liderou o Partido Social-Democrata Checo (CSSD) e foi primeiro-ministro, entre 1998 e 2002. Na antiga Checoslováquia, Milos Zeman tornou-se membro do Partido Comunista durante as reformas da Primavera de Praga, em 1968. Dois anos mais tarde, na sequência da invasão do país pelas forças do Pacto de Varsóvia, foi expulso do partido e perdeu o seu emprego como professor de economia.

Após a deposição do regime comunista e a dissolução da Checoslováquia, em 1993, juntou-se ao Partido Social-Democrata Checo (CSSD). Cinco anos mais tarde, formou um governo de minoria que foi responsável pelas negociações para a adesão da República Checa à União Europeia, que aconteceria em 2004.

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