Em pouco mais de 30 anos, percentagem de crianças na população portuguesa caiu de 25% para 15%.
No Dia Mundial da Criança, o Instituto Nacional de Estatística (INE) juntou os números. Em comparação com 1990, registam-se em Portugal menos 841 mil crianças.
Há menos 841 mil crianças em Portugal, em comparação com 1990Maksym Kaharlytskyi/Unsplash
Um relatório do INE publicado esta segunda-feira revela que em 1990 estavam registadas em Portugal mais de 2,5 milhões de crianças - que o INE considera até aos 17 anos de idade. Em 2024, o número era de cerca de 1,68 milhões, representando 15,5% da população.
E as projeções não são animadoras. No relatório apresentado, prevê-se que no ano de 2100 - mantendo-se a tendência da baixa natalidade - o número de crianças diminua para cerca de 1,2 milhões (14,3%).
O problema tem-se vindo a agravando desde 1982. Desde então, Portugal não tem assegurado o nível de substituição de gerações, registando o que se chama de Índice Sintético de Fecundidade (ISF) abaixo dos 2,1 filhos. Por exemplo, em 1990, o valor médio por mulher era de 1,57 filhos e em 2024 de 1,40 filhos, a nível nacional.
Mas há 84 municípios onde estes valores são mais elevados, em particular na Grande Lisboa, na Península de Setúbal, no Algarve e na Região Autónoma dos Açores. Segundo o INE, é a Ribeira Grande, nos Açores, o município "com maior peso de crianças" (21,8%), Seguido de Lagoa, também nos Açores (19,3%), e do Montijo (19,2%), na região da Península de Setúbal.
Abaixo do valor nacional, encontram-se os municípios de Almeida, na região Centro, e Alcoutim (7,8%), no Algarve.
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