Os operadores de telecomunicações de emergência da Proteção Civil iniciam esta segunda-feira uma greve que se prolonga até sexta-feira para exigir a criação de uma carreira própria, mas sem comprometer o socorro às populações.
Proteção CivilLusa
Segundo Alexandre Carvalho, presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP), não haverá falhas no socorro, com os serviços mínimos completamente assegurados ao longo da greve que, em termos práticos, se iniciou às 20:00 de domingo, devido ao trabalho por turnos.
O dirigente sindical disse à Lusa que desde o anúncio da greve em maio até ao momento já houve uma reunião com o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, que mostrou disponibilidade para dar início a uma negociação para criar a carreira reivindicada, mas o sindicato entendeu manter a paralisação "para dar visibilidade a estes trabalhadores", que são "a espinha dorsal" do sistema de socorro da Proteção Civil.
A reorganização da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), com o regresso aos Comandos Distritais de Operações de Socorro, substituídos em 2023 pelos atuais 24 Comandos Sub-Regionais de Emergência e Proteção Civil, é outra das reivindicações.
Com as operações de socorro às populações garantidas pelos serviços mínimos acordados, o sindicato antevê que ao longo da semana, até 03 de julho, fiquem por realizar tarefas administrativas, atos como a "emissão de estados de prontidão" e comunicações.
Operadores de comunicações da Proteção Civil em greve, mas socorro está garantido
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