Mulheres na PSP recebem menos quando engravidam

Mulheres na PSP recebem menos quando engravidam
Diogo Barreto 11 de dezembro de 2019

Há vários casos em que mulheres na polícia passam para cargos administrativos durante a gravidez, perdendo dinheiro com essa transferência. Sindicato tem denunciado estas ilegalidades.

Há agentes portuguesas que recebem menos quando engravidam denuncia um relatório sobre as iniquidades de género dentro da Polícia de Segurança Pública (PSP). De acordo com um inquérito realizado no âmbito do projeto europeu "Equal Police: European Police together toward more egalitarian workplace", a lei que garante os direitos sociais das mulheres quando estas engravidam não é respeitada várias vezes no seio policial.

Refere o relatório organizado pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) que dentro da polícia há situações em que não são respeitados o "direito de redução horária" e que não é acomodado o "horário para amamentação", havendo inclusivamente casos em que se verifica a perda de vencimento por parte das agentes.

O coordenador da elaboração deste relatório, Cristiano Correia, explica que esta perda de vencimento decorre da passagem das grávidas "para serviços mais administrativos, para a própria segurança da mulher". No entanto, esta passagem "implica também perder um complemento remuneratório importante numa altura de maior fragilidade". O representante sindical lembra mesmo à SÁBADO que a perda de rendimento decorrente da gravidez "é ilegal". "A própria PSP deveria dar o exemplo e ir mais além no reconhecimento dos direitos sociais das mulheres grávidas", em vez de ser um exemplo negativo, acredita Cristiano Correia.

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