Foi coordenador cenográfico do Teatro Aberto e cenografista principal da RTP durante 22 anos.
O cenógrafo e figurinista António Casimiro, 91 anos, morreu esta segunda-feira, em Lisboa, anunciou a Casa do Artista.
António CasimiroJoão Lourenço/Casa do Artista
Apesar de "uma ligação profunda à Casa do Artista, tendo integrado os órgãos sociais da associação durante vários anos", como escreve no comunicado o encenador João Lourenço, António Casimiro não residia na Casa do Artista e morreu numa unidade hospitalar na capital.
O cenógrafo fez também parte da direção da Sociedade Portuguesa de Autores e foi coordenador cenográfico do Teatro Aberto, em Lisboa.
Nascido em 26 de junho de 1934, em Lisboa, estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio e, posteriormente, licenciou-se na Escola Superior de Belas Artes, também na capital.
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian na televisão italiana (RAI), em 1960. Na década seguinte, em 1973, regressou a Itália para fazer um Curso Geral de Televisão em Florença, como bolseiro do Estado italiano. Três anos depois, fez um estágio de televisão em cores, em Paris.
Entrou para a RTP em 1958 como assistente do cenógrafo Octávio Clérigo (1935-2003). Na televisão do Estado, foi cenografista principal durante 22 anos e dirigiu, durante 18, o serviço de cenografia.
António Casimiro lecionou na Escola Superior de Teatro e Cinema e na Universidade Aberta, em Lisboa.
No comunicado divulgado esta segunda-feira pela Casa do Artista, subscrito pelo encenador João Lourenço, realça-se que António Casimiro foi "um dos mais influentes cenógrafos, figurinistas e artistas plásticos portugueses, com uma carreira de mais de seis décadas que marcou profundamente o cinema, o teatro e a televisão em Portugal".
Em 2024, a Casa do Artista dedicou-lhe a exposição "Percursos Dispersos", que recriou o ambiente do seu ateliê e "celebrou a diversidade e profundidade do seu trabalho criativo, um reconhecimento público da sua dimensão artística e humana".
Para João Lourenço, "António Casimiro será lembrado como um mestre da cena, cujo trabalho na construção de mundos visuais no cinema, na televisão e no teatro define uma parte essencial da história das artes do espetáculo em Portugal".
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