Há 1 dia
05 de março de 2026 às 17:36
Lusa
António Lobo Antunes morreu injustiçado pela Academia Nobel, defende Lopito Feijó
O escritor angolano Lopito Feijó lamentou esta quinta-feira, em Luanda, a morte do escritor português António Lobo Antunes, que considerou ter sido "muito injustiçado" pela Academia Nobel.
Lopito Feijó, eleito secretário-geral da União dos Escritores Angolanos (UEA) para o mandato 2025-2027, reagiu à morte de António Lobo Antunes, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, que morreu hoje aos 83 anos.
"É um autor que passa para o mundo do além de forma muito injustiçada pela Academia Nobel, vai sem o prémio Nobel da Literatura", disse Lopito Feijó.
Segundo o escritor e poeta angolano, António Lobo Antunes, que foi Prémio Camões em 2007, é "daqueles que sempre valorizou a criatividade singular, fazendo-a arte plural".
Para Lopito Feijó, o escritor português foi "dos autores mais injustiçados" pela academia Nobel, considerando que "muito antes de José Saramago quem merecia este prémio era o António Lobo Antunes".
"Essas coisas de prémios implicam injustiças e é mesmo assim, nós temos que aceitar, porque há um jurado que age de sua justiça e sobre as opiniões dos membros dos júris, do corpo de jurados, não deve haver contestação, nós temos que aceitar", frisou.