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Ordem dos Médicos manifesta profundo pesar pela morte de António Lobo Antunes

A OM salientou que António Lobo Antunes é reconhecido como "um dos maiores escritores da literatura portuguesa contemporânea", tendo projetado internacionalmente a cultura nacional.

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Lusa 05 de março de 2026 às 10:14
A Ordem dos Médicos lamenta a morte do escritor António Lobo Antunes
A Ordem dos Médicos lamenta a morte do escritor António Lobo Antunes © 2018 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

A Ordem dos Médicos (OM) manifestou esta quinta-feira o seu "profundo pesar" pela e escritor António Lobo Antunes, destacando a perda de uma personalidade que honrou a Medicina e a Cultura.

A OM salienta que António Lobo Antunes é reconhecido como "um dos maiores escritores da literatura portuguesa contemporânea", tendo projetado internacionalmente a cultura nacional.

Recorda que o escritor era formado em Medicina e especializado em Psiquiatria, tendo exercido no Hospital Miguel Bombarda antes de se dedicar plenamente à escrita.

"A sua obra, marcada pela experiência clínica, constitui um contributo ímpar de memória e identidade", sublinha a OM.

A Ordem dos Médicos presta a devida homenagem a António Lobo Antunes e expressa sentidas condolências à família.

O escritor António Lobo Antunes, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, morreu aos 83 anos.

António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 01 de setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda.

Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas.

A República Portuguesa condecorou o autor do "Memória de Elefante" com o Grande Colar da Ordem de Sant'Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade.

França deu-lhe o grau de "Commandeur" da Ordem das Artes e das Letras, em 2008. Foi Prémio Camões em 2007.

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