Barragem da Aguieira ainda vai atingir "um pico na capacidade" por volta das 17h desta sexta-feira. Autarca de Coimbra fará um novo ponto de situação às 19h.
O primeiro-ministro deu esta sexta-feira uma conferência de imprensa onde apontou para uma situação de "otimismo" em Coimbra. A mesma informação foi confirmada pela presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, que afirmou que "a nossa expectativa é que o pior pode estar a passar". Ainda assim, Luís Montenegro alertou que esta notícia "não deve significar relaxe nas próximas horas" e que a cidade ainda está "sob precipitação interna". "Ainda teremos um pico na capacidade [de retenção de água], nomeadamente na Barragem da Aguieira, que será por volta das 17h", revelou ao acrescentar que a barragem estará "em alerta até às 19h".
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“Otimismo não deve significar relaxe”: Montenegro faz ponto de situação em Coimbra
Segundo Ana Abrunhosa, "a noite correu muito melhor do que o esperado" e por isso é que não foram dadas "indicações para evacuar". Isso não significa, no entanto, que essas ordens não possam vir a ocorrer. "Pedimos que as pessoas continuem preparadas para uma eventual evacuação, que esperamos que não venha a ocorrer", disse a autarca.
A presidente da Câmara de Coimbra esclareceu que a cidade permanecerá "em alerta e vigilância", até porque é esperado que a Barragem da Aguieira atinja o seu pico, e informou que pelas 19h será feito um "novo ponto de situação". Pediu ainda para "as pessoas não regressarem a casa enquanto não dermos essa indicação".
"Nunca é demais protegermos os nossos bens e animais", referiu ao aconselhar ainda a população a "evitar deslocações desnecessárias" e a cumprir "as indicações das autoridades".
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A autarca sentiu ainda a necessidade de esclarecer que "quando o dique rebentou não tivemos uma situação de bomba", como anteriormente Ana Abrunhosa já havia dito. Segundo a presidente esse cenário não se deu "porque fizemos cheias controladas e ao fazer cheias controladas o rebentamento do dique não foi explosivo".
Em Coimbra, o cenário que se vive atualmente é de caos: há até já casas parcialmente submersas e campos agrícolas completamente alagados. Como consequência, Luís Montenegro adiantou que já foram recebidos "mais de 8.200 pedidos de cidadãos ou famílias" de "ajuda para as suas habitações". "[O dinheiro] já está a chegar a algumas [pessoas]", garantiu.
A situação em Coimbra deve-se à quantidade de chuva que caiu nos últimos dias, devido ao carrossel de tempestades que passou por Portugal, e que resultou numa pressão nos diques do rio Mondego e no subsequente rebentamento dos mesmos.
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