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Maria Lúcia Amaral "entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo, e que lhe foi proposta pelo Primeiro-Ministro".
Maria Lúcia Amaral já não é ministra da Administração Interna. Marcelo Rebelo de Sousa anunciou, em comunicado, que "aceitou o pedido de demissão" de Maria Lúcia Amaral que "entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo, e que lhe foi proposta pelo Primeiro-Ministro".
Maria Lúcia AmaralMariline Alves
Luís Montenegro "assumirá transitoriamente as respetivas competências, nos termos do artigo 6.º, n.º 2, da Lei Orgânica do Governo (Decreto-Lei n.º 87-A/2025, de 25 de julho), logo que a exoneração se torne efetiva", pode ainda ler-se.
Maria Lúcia Amaral abandona o cargo depois de várias críticas à resposta à tragédia provocada pela tempestade Kristin, que atingiu Portugal continental a 28 de janeiro. A governante foi criticada primeiro pelo atraso na resposta, depois por ter dito que trabalhou na "invisibilidade" e por ter reconhecido em público não ter percebido o que tinha falhado no terreno quando admitiu que "o sistema é complexo". Anteriormente a ministra já tinha estado debaixo de fogo no verão devido à resposta aos incêndios.
Esta terça-feira, foi o ex-candidato presidencial Gouveia e Melo a sugerir que Maria Lúcia Amaral devia pedir a demissão do cargo. Acaba por fechar o seu curto ciclo no Governo ao fim de menos de oito meses no cargo. Quem lhe suceder será já a/o terceira/o a assumir a pasta da Administração Interna na era de Luís Montenegro.
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, já reagiu à saída da governante, considerando que a sua demissão “é a prova de que o Governo falhou na resposta nesta emergência”.
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Demissão da ministra da Administração Interna 'é a prova de que o Governo falhou', considera José Luís Carneiro
A presidente da Iniciativa Liberal defendeu que a demissão peca por tardia e instou o Governo a "enfrentar esta pasta com competência e capacidade de comunicação em situação de crise". Nas redes sociais Mariana Leitão considerou que "foram 5 dias que se perderam": "O governo deve enfrentar esta pasta com competência, resposta pronta e capacidade de comunicação em situação de crise. As populações estão desesperadas. São necessárias soluções já".
Há 5 dias. Foram 5 dias que se perderam. O governo deve enfrentar esta pasta com competência, resposta pronta e capacidade de comunicação em situação de crise. As populações estão desesperadas. São necessárias soluções já. pic.twitter.com/qaDFWhguIh
Assim sendo a antiga Provedora de Justiça, foi um dos nomes mais criticado no segundo Executivo de Luís Montenegro, que tomou posse a 5 de junho de 2025, e é agora a primeira baixa.
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