António Nunes esteve reunido com Luís Mendes Cabral, presidente do INEM, depois de nas últimas 48 horas terem morrido três pessoas à espera de socorro. No entanto garantiu que encontro já estava marcado.
“Muitas vezes, mesmo que a ambulância estivesse à porta do doente, a situação era igual.” Quem o afirma é António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses à saída da reunião com o INEM poucas horas depois de terem sido noticiados três casos de pessoas que morreram à espera de assistência médica.
António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses Pedro Ferreira/Record
Assim sendo, para os bombeiros o problema não é uma questão de financiamento nem falta de meios, mas há melhorias “técnicas” que podem ser feitas. “Os meios são suficientes se forem muito bem geridos, em particular em alturas de crise”, garantiu. “O que temos é de fazer um esforço para levar ao limite a nossa capacidade de desenvolvermos no imediato a nossa resposta. Demora tempo, não há falta de vontade nem do INEM nem da nossa parte”, continuou.
Para isso, António Nunes referiu que vai “solicitar aos corpos de bombeiros que deem uma disponibilidade dos meios com maior celeridade” porque “em alguns casos, sobretudo Lisboa e Setúbal, às vezes a informação não está a fluir”. O líder dos bombeiros anunciou que na próxima semana vai ser apresentada pela Liga “uma proposta de ajustamento dos valores que estão acordados para 2026 que tem muito a ver com o aumento do salário mínimo nacional e com a taxa de inflação”.
António Nunes explicou ainda que “numa fase em que hospitais têm muito doentes por causa da gripe” as ambulâncias estão com um tempo de utilização maior.
Relativamente aos três casos de morte noticiados nas últimas horas, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses defendeu que não se pode afirmar “de forma linear que aconteceram ou não por essa razão” pelos problemas com os meios ao dispor do INEM. “Neste momento aquilo que a Liga dos bombeiros portugueses quer é dar uma palavra de tranquilidade de que estamos a fazer tudo para que situações como essa não ocorram – e se acontecerem temos de aguardar que os inquéritos sejam feitos porque muitas vezes, mesmo que a ambulância estivesse à porta do doente, a situação era igual”: “Não podemos evitar todas as mortes”.
Assim sendo defendeu que “temos de aguardar que os inquéritos sejam feitos” para que se saibam mais detalhes sobre os motivos que originaram as mortes.
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