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Mau tempo: Marinha Grande repudia "inaceitável" demora na reposição da eletricidade

11% da população do concelho permanece sem energia.

A Assembleia Municipal da Marinha Grande repudiou este sábado a "inaceitável" demora da E-Redes na reposição do fornecimento de eletricidade às populações do concelho e exigiu a sua integral e urgente reposição.

Assembleia Municipal da Marinha Grande critica E-Redes
Assembleia Municipal da Marinha Grande critica E-Redes DR

A Assembleia Municipal (AM) da Marinha Grande "manifesta o seu veemente repúdio face à inaceitavel demora da E-Redes na reposição do fornecimento" de energia no concelho, em que 11% da população permanece sem eletricidade, lê-se, na nota, aprovada na sexta-feira.

"À data de 12 de fevereiro de 2026, segundo dados oficialmente disponibilizados pela própria E-Redes, 11% da população da Marinha Grande permanece sem energia elétrica, situação que se prolonga muito para além do razoável e do admissível", refere.

A E-REDES informou hoje que na zona mais crítica, às 08:00, cerca de 19.000 clientes estavam sem energia e que no total do território continental o número ascendia a 31.000 clientes.

Na nota de repúdio, a Assembleia Municipal da Marinha Grande considera que, apesar do esforço dos trabalhadores no terreno, a ausência de estratégia na gestão, impede uma previsão concreta e fiável para a reposição total do serviço, constituindo "uma falha grave, que tem gerado um sentimento generalizado de insegurança, frustração e injustiça entre a população afetada".

"Famílias, idosos, trabalhadores e empresas continuam impedidos de retomar a normalidade das suas rotinas, registando-se prejuízos significativos que não podem ser desvalorizados", lê-se no documento.

A Assembleia Municipal da Marinha Grande solicita ainda à E-Redes a apresentação de um relatório detalhado sobre "as causas da falha, os constrangimentos existentes e as medidas de prevenção futura".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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