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Mais de 100 professores do 1.º Ciclo exigem igualdade entre todos os níveis de ensino

Numa manifestação em frente ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, em Lisboa.

Mais de 100 educadores de infância e professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico exigiram esta segunda-feira igualdade entre todos os níveis e ciclos de ensino, em frente ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, em Lisboa.

Alunos em sala de aula levantam as mãos durante aula com professor
Alunos em sala de aula levantam as mãos durante aula com professor GDA via AP Images

"O que nós queremos é que seja reconhecido para trabalho igual direitos iguais e que toda a gente, independentemente do escalão ou setor, o nível de ensino onde dê aulas", disse a coordenadora nacional do 1.º ciclo do ensino básico da Federação Nacional da Educação (Fenprof), Cátia Domingues.

"Exigimos valorização" e "trabalho igual, direitos iguais" foram algumas frases inscritas em cartazes e t-shirts dos manifestantes da monodocência [professores que ensinam todas as disciplinas e áreas à mesma turma] em frente ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) por volta das 10:00.

No mesmo dia em que está a acontecer esta tribuna pública, também ocorre uma greve nacional da monodocência.

A manifestação e a greve foram convocadas pela Federação Nacional da Educação (Fenprof), a maior organização sindical de professores em Portugal.

Segundo um comunicado da Fenprof, as ações realizam-se hoje porque enquanto os restantes níveis de ensino terminam as suas atividades letivas, os educadores de infância e os professores do 1.º Ciclo permanecem em funções letivas durante mais 15 dias, uma realidade que mostra a "desigualdade persistente no tratamento dos docentes da monodocência".

A exigência de equidade na monodocência constitui uma antiga reivindicação da Fenprof, que tem defendido a adoção de medidas que acabem com as desigualdades existentes face aos restantes níveis e ciclos de ensino.

A aplicação das reduções da componente letiva (tempo de trabalho que envolve contacto direto com os alunos) previstas na lei é outra das reivindicações.

A Fenprof exigiu, igualmente, "a criação de um regime de aposentação digno" para todos os docentes, independentemente do ciclo ou nível de educação e ensino, aos 36 anos de serviço, sem quaisquer penalizações.

Durante a concentração, será ainda proposta a aprovação de uma moção, a entregar ao MECI, exigindo a adoção de medidas capazes de garantir a valorização e igualdade de tratamento entre todos os níveis e ciclos de ensino.

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