
Fenprof. Reforma do Governo é "ataque à escola pública"
A reforma proposta pelo Ministério da Educação corta o número de entidades que respondem diretamente ao Governo.
A reforma proposta pelo Ministério da Educação corta o número de entidades que respondem diretamente ao Governo.
No ano passado "havia 164 horários sem professores atribuídos, e agora há mais de três mil", alertou José Feliciano Costa, secretário-geral da Fenprof.
A partir do próximo ano letivo, Cidadania e Desenvolvimento vai passar a ser regulada por Aprendizagens Essenciais, em linha com uma nova Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, que vão substituir os atuais documentos orientadores da disciplina.
O ministro da Educação apresentou às 12 organizações sindicais que representam os professores a proposta de alteração ao apoio atribuído a professores deslocados.
Associações desvalorizam o relatório da KPMG sobre a incapacidade de saber quantos alunos não têm aulas e pedem ao Governo medidas com efeitos a longo prazo.
A procura de explicações de preparação para as provas aumentou 8% em relação ao ano passado. A capacidade de resposta diminuiu devido à falta generalizada de professores. Apoios a Matemática, Física e Química, Biologia e Português são os mais pedidos.
Há turmas que não tiveram docentes da disciplina de que os estudantes vão ter exame nacional no final do 2º ciclo e no 12º ano. São os pais que estudam com os filhos e outros têm de recorrer a centros de explicação para os alunos não serem prejudicados por não terem quem lhes dê aulas.
José Feliciano Costa sublinhou que é preciso perceber o que vai fazer o ministério, que ainda só falou em compensação de aulas perdidas e não em prolongamento do ano letivo.
O novo secretário-geral da FENPROF explica porque convocaram uma greve às provas ModA, sublinha que o número de alunos sem professores não é conhecido por motivos políticos, e que é urgente tornar a profissão cativante.
O modelo atual dá às escolas autonomia para definirem os dias em que as provas se vão realizar, referindo apenas períodos de tempo entre os quais o processo das ModA deve estar completo. Ainda assim alguns estabelecimentos terão de deixar os restantes alunos sem aulas.
A Fenprof anunciou a eleição de Francisco Gonçalves e José Feliciano da Costa (Lista A) como secretários-gerais, que vão suceder a Mário Nogueira.
Para o sindicalista, a provas ModA são "feitas à custa da sobrecarga de trabalho dos professores" e são testes "sem sentido nenhum naquilo que se poderá chamar a aferição do sistema".
Este é o 25.º ano em que são conhecidos 'rankings', que passaram a ter várias análises de dados, que vão além da clássica lista de estabelecimentos de ensino ordenados tendo em conta apenas a média dos alunos nos exames nacionais.
Nos próximos cinco anos, vão aposentar-se mais de vinte mil professores e que só nos primeiros três meses deste ano reformam-se 1.096 docentes.
Em comunicado, a Fenprof referiu que não desvaloriza o aumento do número de vagas nesta área, mas alertou para a necessidade de resolver o problema da falta de professores a curto prazo.
O ensaio das provas de Monitorização da Aprendizagem (ModA) “está longe de ser um sucesso”, denunciou a Fenprof.