Professores denunciam "abuso de contratação a termo" à Comissão Europeia
A sucessiva contratação a termo faz com que haja professores com salários mais baixos do que os outros colegas com o mesmo tempo de serviço.
A sucessiva contratação a termo faz com que haja professores com salários mais baixos do que os outros colegas com o mesmo tempo de serviço.
Há cada vez mais adesão à greve geral marcada para esta quarta-feira, 3 de junho.
A greve geral convocada pela CGTP encontrou adesão em vários setores, da saúde e educação aos transportes. Está marcada para o início do próximo mês.
"O processo de colocação é complexo, é pouco transparente", afirmou o ministro da Educação.
Com os bombos a marcar o ritmo, o desfile marcado por muitas faixas, bandeiras, cartazes, avançava ao som de palavras de ordem como: "A luta continua, nas escolas e na rua" e "Negociação Sim, imposição não".
A entrada na carreira pressupõe um ano inicial de período experimental, com acompanhamento por um docente designado e a sua conclusão com sucesso determina “a manutenção ou cessação do vínculo”.
Para a Fenprof, os problemas nas escolas têm-se agravado porque o Governo continua a adiar medidas importantes.
Docentes pedem também um número máximo de 19 alunos por turma.
O secretário-geral salientou que os dados relativos à falta de docentes confirmam o agravamento da situação.
O secretário-geral explicou que o horário dos professores está dividido em componentes letiva, não letiva e de trabalho individual, que faz que os docentes trabalhem "mais de 50 horas por semana".
A menos de um mês da data prevista para a greve geral, dezenas de sindicatos já anunciaram a sua vontade de se juntar ao protesto.
Encarregados de educação estão preocupados.
Fernando Alexandre admitiu que poderão ser igualmente pagas horas extraordinárias referentes ao ano letivo 2024/2025, decorrentes de uma correção à forma como são calculadas.
Sindicato considera que o pagamento tem de ser calculado com base na componente letiva "e não nas 35 horas semanais".
A Frente Comum cumpre hoje uma "grande greve" da Administração Pública contra o Governo, que acusa de degradar as condições de trabalho e de desinvestir nos serviços públicos.
O Governo entregou em 09 de outubro a proposta do Orçamento do Estado para 2026 na Assembleia da República, mantendo a previsão inicial de aumentos salariais para a função pública prevista no acordo plurianual assinado em novembro de 2024 com a Fesap e a Frente Sindical.