Helena Freitas e Fábio Costa recusaram o pedido do presidente da câmara para renunciarem e decidiram manter o mandato, mesmo sem pelouros.
Depois de na última reunião da Câmara Municipal de São Vicente uma proposta do presidente ter sido chumbada, a crise política na câmara da Ilha do Funchal agravou-se e José Carlos Gonçalves - o primeiro cabeça de lista do Chega a ser eleito presidente de uma câmara - decidiu retirar os pelouros à vice-presidente Helena Freitas e ao vereador Fábio Costa, ambos eleitos pelo Chega.
Vereador do Chega em São Vicente perde pelouros na câmara municipalFacebook
A proposta em causa estava relacionada com a empresa municipal Naturnorte e com as grutas de São Vicente e foi rejeitada com os votos de dois vereadores do PSD e do próprio Fábio Costa. A situação acabou por expor uma divisão dentro da maioria do Chega, que detém três dos cinco eleitos nas autárquicas do ano passado.
Após esta votação foi convocada uma reunião de emergência que juntou o executivo para analisar a situação e a vice-presidente da autarquia não marcou presença porque se encontrava de férias. Segundo o que avança o Diário de Notícias Madeira Helena Freitas deixou uma declaração de voto onde indicava que também votaria contra a proposta apresentada por José Carlos Gonçalves caso estivesse presente na reunião, no entanto na sessão camarária anterior foi substituída por Cátia Capontes, que votou favoravelmente à proposta.
Uma nova reunião realizada hoje terá subido de tom e José Carlos Gonçalves terá mesmo pedido a renúncia dos outros dois eleitos pelo Chega ao cargo. No entanto Helena Freitas e Fábio Costa recusaram o pedido e decidiram manter o mandato para o qual foram eleitos e o presidente da câmara optou por retirar os pelouros que estavam atribuídos a estes dois vereadores. Assim sendo, apesar de ficarem sem responsabilidades executivas nas áreas que tutelavam, Helena Freitas e Fábio Costa mantêm o estatuto de vereadores e continuam a integrar o executivo municipal.
O vereador do PSD António Gonçalves já garantiu que o partido está preparado para assumir responsabilidades no caso de serem necessárias eleições intercalares: “Vamos aguardar por mais informações. O interesse comum dos munícipes tem de estar em primeiro lugar, acima de qualquer lógica partidária. O PSD sempre esteve, e está preparado para governar com competência, experiência e responsabilidade, para dar a São Vicente o desenvolvimento que merece”.
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