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Júlio Magalhães volta à televisão depois do escândalo da Operação Maestro

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Afastado da televisão há quase dois anos, o jornalista apresenta um programa no canal Conta Lá.

Júlio Magalhães voltou aos ecrãs nacionais pela primeira vez depois de ter visto o seu nome envolvido na Operação Maestro. Até agora continuava na CNN, mas longe das câmaras, não tendo retomado o seu lugar como pivô. Agora, o jornalista ter-se-á desvinculado do grupo Media Capital e passou a integrar a equipa do projeto televisivo Conta Lá.

Júlio Magalhães
Júlio Magalhães MIGUEL A. LOPES/LUSA

Júlio Magalhães apresenta o programa Juca, um programa de variedades com um espaço de informação apresentado pela jornalista Estela Machado.

Com este novo formato, o canal “aposta num formato intimista que coloca as pessoas e as suas histórias no centro do ‘prime time'”, adianta o Conta Lá em comunicado. A escolha de Júlio Magalhães deve-se às “décadas de televisão, aliadas a uma imagem de credibilidade, simpatia e proximidade, que o tornaram uma das figuras mais reconhecidas do panorama mediático nacional”, refere o Conta Lá.

O jornalista "vai orientar conversas descontraídas, autênticas e próximas" num ambiente que “inspira confiança e espontaneidade, permitindo que convidados das mais diversas áreas, atualidade, literatura, artes, cinema, música, entretenimento e sociedade civil, partilhem não apenas projetos, mas também percursos, inquietações e conquistas”.

O Conta Lá é um canal de televisão com uma programação voltada para as regiões e a agricultura. No canal estão também Paulo Salvador, Ana Sofia Vinhas e Marcos Pinto. A direção do canal está nas mãos do diretor de programas Diogo Alexandre, António Rosa na informação e Rita Ferro Rodrigues como directora de conteúdos não informativos.

A Operação Maestro, iniciada em março 2014 pela PJ, investiga um esquema de fraude do desvio de cerca de 40 milhões de euros de fundos europeus entre 2013 e 2023, que envolvia 14 projetos do setor têxtil, utilizando despesas fictícias. A rede terá sido alegadamente liderada pelo empresário Manuel Serrão, que foi constituído arguido em maio de 2024.