"Já que não deixámos morrer a arqueologia, não vamos deixar morrer a cozinha portuguesa"

Carolina R. Rodrigues 27 de dezembro de 2018

Pedro Cardoso, filho do casal fundador do restaurante Solar dos Presuntos, comenta à SÁBADO a descoberta do cemitério romano com dois mil anos nas traseiras do estabelecimento.

Em 2016, durante as obras de expansão da cozinha do restaurante Solar dos Presuntos na Calçada do Lavra, em Lisboa, foram encontrados os primeiros vestígios arqueológicos daquilo que era um cemitério romano que pode datar dos séculos II ou III (as perícias científicas para identificar a data concreta ainda não foram realizadas), que continha 28 esqueletos em boas condições, 32 restos mortais em cinza - o que pode aumentar o número de corpos encontrados para cerca de 60 - e outros artefactos.

Em declarações à SÁBADO, Pedro Cardoso, filho do casal fundador do restaurante e quem continuou o projecto de vida do casal, explica que pretendiam com as obras construir uma academia de culinária, que seria destinada a "colegas que queiram abrir espaços com pratos dos nossos restaurantes, cursos para clientes que queiram fazer os nossos pratos conhecidos, como arroz de cabidela, cabrito assado: tudo o que seja cozinha portuguesa", e expandir a cozinha de 60 para os 600 metros quadrados - "Já que não deixámos morrer a arqueologia, não vamos deixar morrer a cozinha portuguesa", frisa.

A descoberta arqueológica atrasou-lhes os planos, conta, mas agora a construção das novas instalações já está a avançar normalmente e os vestígios foram transportados para um local seguro.

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