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Isabel Camarinha quer dar continuidade ao trabalho da CGTP sobre orçamento da UE

17 de fevereiro de 2020 às 11:49
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Nova líder da central sindical quer reafirmar que Portugal "não deve aceitar a redução" de fundos de coesão de Bruxelas.

A nova líder da CGTP, Isabel Camarinha, à entrada de uma reunião extraordinária da Comissão Permanente de Concertação Social, afirmou ter como expetativa "dar continuidade" à participação da central na preparação para o Conselho Europeu extraordinário de 20 de fevereiro.

"As minhas expetativas são dar prioridade à participação da CGTP", afirmou esta manhã em Lisboa, acrescentando pretender ainda, na reunião de hoje, reafirmar que Portugal "não deve aceitar a redução" de fundos de coesão.

"Portugal tem de manter a capacidade da fazer frente" aos problemas que enfrenta, disse a líder sindical, reafirmando que, na opinião da central sindical, as propostas do Parlamento Europeu sobre o Orçamento da União Europeiua são as que merecem o apoio da central sindical.

Isabel Camarinha esteve hoje pela primeira vez na Concertação Social, substituindo Arménio Carlos que deixou no sábado a liderança da CGTP depois da eleição pelo Conselho Nacional da central sindical da nova secretária-geral, no âmbito do XIV Congresso da CGTP, que decorreu durante dois dias no Seixal.

Na sexta-feira, o presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, ameaçou um chumbo da assembleia europeia, que tem a palavra final, à nova proposta do Conselho para o orçamento plurianual da União Europeia (UE), recusando negociar "a qualquer custo".