Foi indicado um veículo do IRA que estava identificado como sendo da Proteção Civil apesar de não ter autorização para tal.
O Núcleo de Intervenção e Resgate Animal (IRA) recebeu autorização para usar luzes e sinais sonoros de marcha urgente para resgatar animais em outubro, passando por isso a ter prioridade nas estradas caso sigam com luzes e sirenes. Mas essa autorização foi suspensa esta segunda-feira pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT). Em resposta, o IRA já prometeu contestar a decisão e lançou ainda uma petição.
IRA quer passar a partido em 2026, procura esvaziar o PANCMTV
Na petição pública intitulada "luzes que salvam vidas" e que já tem mais de 4.500 assinaturas (às 16h15 desta quarta-feira) o IRA recorda que é reconhecido como Organização de Voluntariado de Proteção Civil (OVPC) e que desde 2016 tem "um papel essencial na resposta de emergência e salvamento de animais vítimas de acidentes, catástrofes, maus-tratos e abandono em todo o território nacional", atuando em cooperação com "a GNR, PSP, ANEPC, ICNF, autarquias e Corpos de Bombeiros".
A associação animalista refere que a revogação da autorização não teve "fundamentação técnica clara" e que não houve "qualquer registo de uso abusivo ou incidentes" que a motivasse. Mas o IMT informou que a Proteção Civil concluiu que o IRA identificava um veículo como fazendo parte da Proteção Civil "sem que tenha sido concedida autorização para o efeito”.
No texto da petição o IRA assegura que os seus elementos estão "formados e credenciados" para atuar em situações como "incêndios, cheias e águas bravas" e resgates em zonas de risco, "protegendo não só os animais, mas também pessoas e equipas no terreno". E tem atuado nesses cenários até agora sem marcha urgente. Mas agora perdeu essa prioridade e considera que isso "aumenta o risco de acidentes rodoviários e de atrasos em missões urgentes, já que as viaturas do IRA perdem capacidade de sinalizar a prioridade e evitar congestionamentos". Afirmam ainda que limita "a atuação de uma entidade reconhecida como parte integrante do sistema de proteção civil".
Pedem assim ao Governo que reverta a decisão da IMT e restaure a autorização para utilização de sinais luminosos e sonoros de emergência, reconheça o IRA como entidade de proteção e socorro animal, "com integração plena no Sistema Nacional de Proteção Civil".
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.