Guilherme Figueiredo: "A candidata Elina Fraga está contra a bastonária Elina Fraga"

Guilherme Figueiredo: 'A candidata Elina Fraga está contra a bastonária Elina Fraga'
Sara Capelo 06 de dezembro de 2016

Guilherme Figueiredo condena a actual bastonária por não ter debatido com os adversários e propõe um modelo de pagamento de quotas para os jovens

Há três anos, Guilherme Figueiredo, foi o segundo classificado. "Nunca saberemos o que teria acontecido se tivesse havido segunda volta", diz ao telefone, a partir do seu escritório no Porto. Não houve e Elina Fraga acabou por ser eleita para bastonária da Ordem dos Advogados (OA). Foi um mandato "inexistente", nas palavras do causídico de 60 anos e com mais de três décadas de profissão.

Se chegar a bastonário, propõe apresentar contas de três em três meses em nome da transparência do organismo e criar novas condições para os mais jovens e as advogadas que são mães. 

Como caracteriza o mandato de Elina Fraga?
É inexistente, com graves prejuízos para a advocacia portuguesa. Não houve intervenção preparada, adequada, oportuna na Ordem. Houve várias questões na política da Justiça em que a Ordem esteve completamente ausente e, quando esteve presente, foi de forma inadequada – como, por exemplo, quando se discutiu o mapa judiciário não foi capaz de apresentar uma proposta ou quando se discutiu a alteração do regulamento da caixa de previdência, esteve com Marinho e Pinto a favor e, depois de ser publicado, convocou todos para dizer-se contra.

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