Figueiredo ou Fraga: quem será o próximo bastonário?

Alexandre R. Malhado , Leonor Riso 06 de dezembro de 2016

De um lado está a actual bastonária da OA, Elina Fraga, que foi a candidata com mais votos na primeira volta. Do outro está Guilherme Figueiredo, segundo classificado nas eleições de 2014 e que explicou à SÁBADO a vontade de fazer uma reforma na "ausente" e "silenciosa" OA dos últimos anos

Uma semana depois da primeira volta, em que nenhum candidato teve mais de 50% dos votos, segue-se a segunda (e derradeira) votação que decide quem ficará à frente da Ordem dos Advogados. De um lado está a actual bastonária da OA, Elina Fraga, que não respondeu atempadamente às questões que a SÁBADO colocou por e-mail. Do outro está Guilherme Figueiredo, advogado há 32 anos e segundo classificado nas eleições de 2014, que explicou à SÁBADO a vontade de fazer uma reforma na "ausente" e "silenciosa" OA dos últimos anos.

"A nossa convicção é que conseguimos explicar aos colegas a importância desta eleição e de que está aqui em causa manter uma Ordem ausente, silenciosa, que só se mexeu a partir do momento em que Elina Fraga apresentou a candidatura, ou não. A partir dessa hora é que [a Ordem] começou a trabalhar, a fazer contactos, a propor coisas. Tem um status quo ausente da advocacia portuguesa", explicou o candidato, que obteve 7838 votos na primeira volta das eleições, menos 868 votos que Elina Fraga.

Apesar da vantagem da actual bastonária da Ordem dos Advogados, neste acto eleitoral para o triénio 2017-2019 não é automaticamente eleito o candidato mais votado, sendo necessário obter mais de metade dos votos para que isso aconteça. E foi isso que se verificou: nenhum candidato obteve mais de 50 por cento dos votos e houve, obrigatoriamente, uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados. Esse facto diferiu do que aconteceu em 2013, quando Elina Fraga foi eleita com 31% dos votos expressos.

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