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Greve geral: Trabalhadores da Carris e Carristur aderem ao protesto

Lusa 11:30
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O Governo aprovou na semana passada em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento.

Os trabalhadores da Carris e da Carristur vão aderir à greve geral contra o pacote laboral convocada pela CGTP-IN para 03 de junho, disse à Lusa fonte sindical, adiantando ter já sido entregue o pré-aviso de greve.

Autocarro carris metropolitana
Autocarro carris metropolitana Rui Minderico

Em declarações à Lusa, Manuel Leal, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), explicou ter ficado decidido em plenário realizado na segunda-feira, a adesão à greve geral.

"Foi uma decisão do plenário(...) e teve a concordância de todas as estruturas sindicais representativas dos trabalhadores da Carris e Carristur", avançou o responsável.

De acordo com Manuel Leal, "já foi entregue o pré-aviso de adesão à greve".

No plenário, que decorreu na estação de Miraflores, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, os trabalhadores da Carris decidiram também, de acordo com Manuel Leal, que fosse redigida uma reformulação da proposta de negociação para o Conselho de Administração.

"Decidiram uma proposta unificada e definitiva quanto às atualizações salariais e ao subsidio de refeição, que não aceitam sejam inferiores ao ano passado, 70 euros e 82 cêntimos por dia, respetivamente", explicou o sindicalista.

Caso o objetivo não seja atingido, os sindicatos ficaram mandatados para "dar continuidade às formas de luta", disse Manuel Leal, acrescentando ter já sido pedida também uma reunião "com caráter de urgência" ao Conselho de Administração da empresa.

Manuel Leal disse, ainda, que irá ser pedida uma reunião com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, tendo em conta que a Carris é tutelada pela autarquia, e com os deputados municipais.

Atualmente, os trabalhadores da Carris têm duas tabelas salariais: uma de aplicação exclusiva aos trabalhadores da área do tráfego e outra para os trabalhadores dos restantes setores, o que "provoca um desnível em termos das profissões", de acordo com Manuel Leal.

Segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), a proposta apresentada pelo Conselho de Administração da Carris aconteceu na última reunião de 18 de março e cingiu-se "a uma proposta plurianual para um horizonte de quatro anos, com uma atualização salarial baseada no valor anual da inflação, acrescido de 1%, com um mínimo de 60 euros, assim como a síntese das matérias de natureza não pecuniária, que a empresa diz terem sido objeto de acordo e que foram enviadas aos sindicatos no final do mês de abril".

A Carristur, detida a 100% pela Carris - Companhia Carris de Ferro de Lisboa (operador de transportes públicos em Lisboa), presta serviços de turismo e formação, além do aluguer de elétricos históricos exclusivos em Lisboa, de barcos para cruzeiros no rio Tejo e de autocarros para todo o território nacional.

A CGTP-IN entregou um pré-aviso de greve geral para 03 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.

O Governo aprovou na semana passada em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento.

O anúncio foi transmitido pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.

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