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Exames nacionais: escolas abertas à noite, alunos com notas suspensas e ministro que não se demite

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O Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) admitiu que nos casos das avaliações suspensas só “posteriormente” será definido “o procedimento a aplicar às provas com itens em falta".

O ministro da Educação prometeu que os resultados dos exames nacionais seriam divulgados sexta-feira, a partir das 19h30, e assim foi. Só que em alguns casos a afixação das notas aconteceu apenas à noite, com muitas escolas a abrirem portas a horas pouco habituais. Algumas estão ainda abertas este sábado, enquanto outras optaram por partilhar os resultados na plataforma INOVAR.

Alunos aguardaram pela divulgação dos resultados
Alunos aguardaram pela divulgação dos resultados Duarte Roriz

Só que a ansiedade e a preocupação fizeram com que, naturalmente, muitos alunos e encarregados de educação a acorrerem às escolas pela noite dentro e alguns foram surpreendidos com a menção 'suspenso' no lugar da avaliação. Trata-se de alunos cujo exame não foi classificado e que terá de ser reavaliado, embora não haja qualquer data prevista para quando os estudantes terão acesso às notas.

Num comunicado, o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) admitiu que nestes casos só “posteriormente” será definido “o procedimento a aplicar às provas com itens em falta, nomeadamente em sede de consulta, reapreciação ou reclamação”.

"No presente ano letivo, foram realizadas 290.351 provas, correspondentes a 2.059.974 itens digitalizados. Em situações excecionais, pode verificar-se o extravio de uma folha da prova ou a indisponibilidade de um ou mais itens de resposta por motivo não imputável ao aluno. Embora estas ocorrências sejam residuais, exigem procedimentos específicos, uniformes, verificáveis e transparentes", admite o EduQA, no mesmo comunicado.

"O princípio orientador deve ser o de assegurar que nenhum aluno seja prejudicado por uma ocorrência administrativa, técnica ou logística alheia à sua vontade, preservando simultaneamente a integridade da avaliação, a comparabilidade dos resultados e a transparência do procedimento adotado", prossegue.

José Luís Carneiro, líder do PS, falou rejeitou a ideia de "ocorrências residuais" e falou em "milhares de jovens cujas classificações não serão afixadas porque foram detetadas falhas graves, folhas de continução que não apareceram, folhas com caligrafias distintas, items que foram classificados e outros que não foram."

O ministro da Educação, entretanto, afastou em declarações à SIC Notícias a hipótese de se demitir. "É uma decisão do senhor primeiro-ministro. Enquanto ministro estou de consciência tranquila. Haverá uma auditoria e estarei disponível para assumir as minhas responsabilidades", referiu Fernando Alexandre.

Já a divulgação das notas dos exames do 9.º ano só terá lugar na próxima segunda-feira. Estas provas valem 30 por cento da nota final das disciplinas de Matemática e Português.

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