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Ministro da Educação: "A última coisa com que os professores estão preocupados é com as horas extra"

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Fernando Alexandre garante que os professores vão receber o pagamento das horas extra. Sobre todo o caos que se gerou em torno do sistema de correção de exames, admitiu que não correu muito bem, mas que ao menos foram arranjadas "soluções".

O ministro da Educação deu esta sexta-feira uma entrevista à SIC Notícias, onde comentou a polémica com a correção dos exames nacionais, que resultou no adiamento da publicação das pautas. Os vários erros que se verificaram com o sistema de correção digital fez com que vários professores tivessem de fazer horas extra para tentarem entregar os resultados a tempo. Sobre essa questão, Fernando Alexandre garantiu que o Governo vai "pagar" e que esse é um "direito" dos docentes. Ainda assim, sublinhou: "A última coisa com que os professores estão preocupados hoje é com as horas extraordinárias."

Fernando Alexandre disse que as classificações prontas para distribuir às escolas
Fernando Alexandre disse que as classificações prontas para distribuir às escolas MIGUEL A. LOPES/LUSA_EPA

Sobre os problemas técnicos em si, garantiu que "num processo novo há problemas que surgem", e deu como exemplo os problemas nas "folhas de continuação", nas folhas em branco "que não foram digitalizadas por estarem em branco", e referiu ainda "situações com folhas dobradas" que também dificultaram o processo. "Isso levou a que professores muitas das vezes tivessem de corrigir a mesma prova duas ou três vezes", admitiu.

Apesar disso, reconheceu que foram encontradas "soluções". "Esses erros já foram corrigidos na primeira fase, por isso é que houve milhares de pessoas a trabalhar dia e noite para identificar as folhas em falha para as digitalizar outra vez."

Fernando Alexandre espera que, apesar de o processo não ter corrido "bem" e da mudança ter trazido "de facto muitas dificuldades", que a "situação não se repita no próximo ano".

Sobre o facto de ter sido anunciado que as pautas iam ser afixadas às 19h30 de hoje, esclareceu que "só nessa altura é que estavam reunidas as condições para que isso acontecesse". Mas essa hora já passou e há escolas que continuam sem receber resultados finais. Por causa disso, alguns estabelecimentos de ensino terão de ficar abertos até mais tarde. É o caso de uma escola em Massamá que vai abrir às 22h de hoje e encerrar às 23h30.

Tudo isto vai fazer, então, com que muitos pais e alunos se tenham de dirigir até às escolas a altas horas da noite, ou até mesmo nos dias seguintes. Mas sobre isso, respondeu. "Porque é que os alunos vão às escolas? É para verem a pauta, mas não é a nota deles, é a nota dos colegas", afirmou. "Se hoje não puderem ir, podem ver amanhã de manhã."

O ministro da Educação tem sido alvo de várias críticas devido a este sistema de correção de digital que causou vários problemas e provocou o adiamento da publicação das pautas. Há partidos que exigem mesmo a demissão do governante.