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Exames: Convocados 111 professores classificadores que estavam de férias ou de baixa

O ministro reconheceu que a 1.ª fase decorreu "com muitas perturbações" devido a falhas das plataformas, problemas que levaram a contratar a Deloitte, que continua a dar apoio.

Mais de cem professores da zona de Lisboa foram convocados para classificar exames nacionais, mas estavam de férias ou baixa médica, revelou hoje o ministro da Educação, que insistiu na necessidade de um novo modelo de seleção.

Resultados da primeira fase dos exames
Resultados da primeira fase dos exames Lusa

"Ainda ontem [segunda-feira], na região de Lisboa, identificámos 111 professores que estavam escalados, foram convocados, mas estão de férias ou de atestado médico e por isso não estavam disponíveis", afirmou o ministro, no segundo dia de classificação dos exames nacionais do ensino secundário realizados na 2.ª fase.

Para o ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, é preciso desenhar "um novo modelo", uma vez que o atual processo de escolha "é extremamente ineficiente".

Apesar da crítica, Fernando Alexandre sublinhou que a classificação da segunda fase dos exames nacionais está a "decorrer com toda a normalidade": Os itens já foram todos distribuídos pelos professores e "20% das provas já estão corrigidas", afirmou o ministro.

O ministro reconheceu que a 1.ª fase decorreu "com muitas perturbações" devido a falhas das plataformas, problemas que levaram a contratar a Deloitte, que continua a dar apoio.

Fernando Alexandre acredita já estão criadas "todas as condições para que Portugal possa fazer mais um avanço no seu sistema educativo", que passa pela digitalização dos exames.

Os problemas de digitalização, de acesso à plataforma onde estavam os itens para classificar e da própria distribuição das respostas, obrigou a adiar a divulgação dos resultados da 1.ª fase dos exames nacionais.

Apesar de a fixação das pautas ter sido reagendada para 17 de julho, milhares de alunos tiveram de esperar vários dias para ter acesso às notas, havendo ainda hoje "dezenas de casos" por resolver, revelou o ministro.

"Temos umas dezenas de casos que se arrastaram das desconformidades. Todas as desconformidades estão tratadas e esse trabalho está agora a ser tratado com os agrupamentos e com os alunos", disse Fernando Alexandre, no final da cerimónia de tomada de posse do novo presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE).

Sublinhando não querer "desvalorizar o efeito que teve em cada aluno individualmente", o ministro voltou a sublinhar que foram detetados problemas em 820 provas num universo de mais de 290 mil.

"Os casos estão a ser tratados cada um individualmente e penso que estamos a aproximar-nos do final muito rapidamente", acrescentou, voltando a garantir que "nenhum aluno será prejudicado".

Apesar dos problemas, o calendário da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior mantém-se inalterado, estando a decorrer as candidaturas até 6 de agosto.

No entanto, haverá em setembro uma época extraordinária de exames para os alunos afetados pelo processo de digitalização.