Discretos e muito ricos, a história das poderosas famílias judaicas em Portugal

Discretos e muito ricos, a história das poderosas famílias judaicas em Portugal
Marco Alves 01 de novembro de 2019

Perseverantes, rigorosos e altamente qualificados. Fundaram empresas de referência, trouxeram inovações para Portugal, foram médicos, engenheiros e artistas. Construíram pequenos impérios familiares e hoje dominam em vários setores: perfumaria, ótica, relojoaria, restauração e vestuário de luxo.

Os Bensaúde


Os primeiros Bensaude chegaram aos Açores vindos de Rabat, Marrocos, poucos anos antes da abolição da Inquisição (1821). Estabeleceram-se em pequenos negócios de venda ambulante através de um trio familiar: Abraão, o seu irmão Elias e o primo Salomão. Vendiam com pequenas margens de lucro e facilidades de crédito.

Salomão (que apenas se sabe que morreu em 1866) formou uma dupla de sucesso com Elias (1806-1868). Em 1835 criaram uma empresa, a Salomão Bensaude e Cª, que estava no negócio das laranjas (um bem de exportação basilar na altura), mas tinha ainda câmbios, transportes, imobiliário e importações. A empresa durou até 1847, ano em que cada um foi para seu lado. Algumas gerações mais tarde, os dois ramos familiares e empresariais vão juntar-se no grupo. Salomão casou-se duas vezes e teve três filhos - um deles (Abraão) viria a ser em 1875 um dos fundadores do Banco Lisboa & Açores, futuro Totta & Açores. Lê-se no livro Genealogia Hebraica que Salomão "da filha do seu cocheiro, teve ainda uma filha, que legitimou".

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