"Diretores não abrem escolas quando está em causa a segurança dos alunos"

'Diretores não abrem escolas quando está em causa a segurança dos alunos'
Leonor Riso 18 de outubro de 2019

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), garante que o fecho rotativo de escolas travado pelo Governo era "a solução possível".

Ministério da Educação anunciou esta sexta-feira que a direção do agrupamento de escolas da Póvoa de Santa Iria decidiu cancelar o encerramento rotativo dos oito estabelecimentos de ensino, depois de garantido um reforço de funcionários não docentes.

A direção da escola tinha anunciado o fecho rotativo de oito escolas por não estarem "reunidas as condições mínimas de segurança" devido à falta de assistentes operacionais. Para Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), a opção foi "seguramente (...) a solução possível no caso concreto" deste agrupamento escolar: "
os diretores optam por não abrir as escolas quando está em causa a segurança dos alunos [a causa indicada pelo diretor] ou em situações excecionais", explica. 

Quanto a situações semelhantes noutras escolas, Lima aponta que a falta de assistentes operacionais (AO) está a "ser resolvida com a autorização do Ministério da Educação para a contratação de tarefeiros, situação que não é desejável, pois as escolas necessitam de profissionais a tempo inteiro e com vínculo de efetividade". Com poucos AO, alguns serviços prestados pelas escolas podem estar "a ser prejudicados (horários dos serviços encurtados, menos funcionários em certos setores…), devido ao número de AO ser inferior ao necessário". 

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