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Segundo a fonte da Câmara de Almada, 23 dos 30 moradores foram acolhidos pela autarquia, enquanto os restantes sete encontraram outras soluções de alojamento.
Pelo menos 30 pessoas foram retiradas esta terça-feira das suas habitações, na Costa da Caparica, concelho de Almada, depois de um deslizamento de terras, na sequência do mau tempo, ter atingido três casas, revelou fonte do município.
Derrocada na Costa da Caparica leva à retirada de moradores por precauçãoCMTV
A mesma fonte oficial indicou à agência Lusa que, até cerca das 13h00, tinham sido evacuadas 17 frações de prédios situados nas proximidades das três casas soterradas devido à derrocada da arriba, obrigando à retirada de 30 pessoas.
Segundo a fonte da Câmara de Almada, 23 dos 30 moradores foram acolhidos pela autarquia, enquanto os restantes sete encontraram outras soluções de alojamento.
Numa mensagem publicada na sua página da rede social Facebook, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, revelou que "equipas do LNEC [Laboratório Nacional de Engenharia Civil] já estão no terreno para avaliar os riscos futuros de desabamentos, com o secar das terras".
"O perigo mantém-se", alertou a autarca, frisando que o município está "em todas as frentes para evitar uma tragédia maior".
Assinalando que "as respostas de emergência são temporárias", Inês de Medeiros avisou que "não podem faltar medidas governamentais excecionais que garantam soluções definitivas de habitação, apoio à reconstrução e salvaguarda dos investimentos e postos de trabalho".
A derrocada, para a qual foi dado alerta às 01h15, atingiu três habitações da Rua Duarte Pacheco Pereira, na Costa da Caparica, informou o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal.
De acordo com a mesma fonte, as três habitações, cujos moradores já tinham sido anteriormente retirados pelas autoridades, foram afetadas com a entrada de terra nas divisões das casas.
As operações de socorro mobilizaram os Bombeiros de Cacilhas, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Almada e a GNR, com um total de 16 operacionais, apoiados por seis veículos.
Desde o início das tempestades que assolaram o território português, o concelho de Almada tem registado vários deslizamentos de terras nas arribas da Costa da Caparica e de Porto Brandão.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.
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