Nove anos de mandato, uma obra: a falta de água
Os almadenses não pedem milagres nem obras faraónicas. Pedem que, quando abrem a torneira, saia água.
Os almadenses não pedem milagres nem obras faraónicas. Pedem que, quando abrem a torneira, saia água.
Na sequência dos cortes no abastecimento de água à população.
Será apresentada pelo PSD, que responsabiliza a autarquia pelas falhas no abastecimento de água no concelho.
As intervenções implicaram "trabalhos de escavação e drenagem, restabelecendo as condições de funcionamento da infraestrutura e eliminando situações de desperdício".
Cortes vão realizar-se no Pragal, Almada, Cacilhas, Ramalha, Cova da Piedade, Bairro da Cova da Piedade e Centro Sul.
Apenas um dos doze reservatórios tem um nível "excelente", com reservas de água a 87% da capacidade total.
Embora a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos e os SMAS garantam a qualidade da água, o BE teme que "a ausência de pressão interna" nas tubagens facilite "a infiltração de águas exteriores e potenciais contaminantes".
Autarquia diz ter-se apressado a concluir um furo já em construção para reforçar o abastecimento de água à freguesia de Corroios, contígua ao concelho de Almada.
Inês de Medeiros garante que atuou de imediato assim que percebeu que o consumo de água estava a registar um aumento anormal, "porque a fissura de um furo pode demorar cerca de dois meses a ser feito".
Com dois novos furos a injetarem água na rede pública.
Os SMAS de Almada indicaram que a entrada em funcionamento da nova infraestrutura estava inicialmente prevista para o final de julho.
A água da torneira poderá aparecer "um aspeto esbranquiçado", mas será potável.
Câmara Municipal está a tentar restabelecer as reservas de água.
Presidente da Câmara Municipal, Inês de Medeiros (PS), decretou quarta-feira a situação de alerta no município.
A língua do poder local é um prodígio de canalização semântica. A água não falta: “o abastecimento encontra-se condicionado”. A rede não rebenta: “registou-se uma anomalia”. A gestão não falha: “foi activado um plano”.
As duas a três semanas previstas não significam que o território esteja todo esse tempo sem água, mas que esse é o tempo previsto para que a água volte aos níveis necessários.