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Catarina Martins diz que morte de homem após atraso do INEM é "mais um exemplo" de incompetência

Candidata presidencial considera que o Governo que "corta primeiro e pensa depois".

A candidata presidencial Catarina Martins afirmou esta quarta-feira que o caso da morte de um homem após quase três horas à espera de socorro do INEM é "mais um exemplo" da incompetência do Governo que "corta primeiro e pensa depois".

Catarina Martins, candidata às presidenciais
Catarina Martins, candidata às presidenciais DR

"O que este governo está a fazer é que corta primeiro e pensa depois. As alterações no INEM são mais um exemplo disso: primeiro corta e depois vê os resultados. Isto não se pode fazer em nenhuma área, mas se há área em que é mesmo criminoso fazê-lo, é na saúde", afirmou.

Ao longo da campanha, a candidata apoiada pelo BE tem deixado duras críticas à gestão do Governo na área da saúde e hoje, durante uma visita à Boutique da Cultura, em Lisboa, voltou a sublinhar o tema a propósito da morte de um homem, na terça-feira no Seixal, depois de quase três horas à espera de socorro do INEM.

Sem comentar o caso em concreto, Catarina Martins insistiu que o Governo "não tem a mínima estratégia" e considerou também que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, "não tem ajudado".

"Sendo certo que o Presidente não legisla nem governa, não pode deixar um Governo à rédea solta a cortar primeiro e a pensar depois na saúde. Precisa de exigir um plano, precisa de exigir uma proposta, precisa de exigir que a Constituição seja cumprida na garantia de acesso à saúde de toda a população", justificou.

O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, assegurou, entretanto, que ativou em 15 minutos o socorro para o doente que morreu no Seixal, mas não havia ambulâncias disponíveis na margem Sul para dar resposta.

"Os problemas acontecem porque se acumulam e nenhum é resolvido", sublinhou a candidata a Belém, apontando que "é incompetência" por parte do executivo.

"Eu bem sei que o Governo não controla os vírus, mas tem a necessidade de planear e de proteger a população. Está a fazê-lo? Não", concluiu.

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