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Caso Jamaica: Marcelo recusa falar de "irritantes do passado" na chegada a Angola

05 de março de 2019 às 16:36
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Presidente português chegou esta terça-feira à capital angolana para estar presente no aniversário do homólogo angolano, João Lourenço, que completa 65 anos. Visita oficial começa amanhã.

O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, chegou esta terça-feira à tarde a Luanda, para uma visita de Estado de quatro dias a Angola que começa oficialmente na quarta-feira e se estende às províncias de Benguela e Huíla. O Chefe de Estado viajou desde Lisboa num Falcon da Força Aérea Portuguesa, que aterrou no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro pelas 16h50 locais (15h50 em Lisboa), em Luanda, após escalas em Cabo Verde e em São Tomé e Príncipe. À chegada, o chefe de Estado foi recebido na pista do aeroporto pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Domingos Augusto, e pelo governador da província de Luanda, Sérgio Luther Rescova, com alas militares de cortesia. O Presidente português chegou esta terça-feira à capital angolana para estar presente no aniversário do homólogo angolano, João Lourenço, que completa 65 anos.

Após a receção, e em conferência de imprensa, Marcelo preferiu não comentar o caso do Bairro da Jamaica, no Seixal, dizendo tratar-se de uma "insignificância". Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, referiu-se ao caso, numa conferência de imprensa realizada em Luanda, destinada a fazer o lançamento da visita a Angola de Marcelo Rebelo de Sousa, salientando que se manteve em contacto com o homólogo português, Augusto Santos Silva. Contudo, num esclarecimento enviado horas depois à Lusa, o gabinete de Augusto Santos Silva nada reconhece sobre o alegado pedido de desculpas de Portugal, confirmando apenas que os chefes da diplomacia dos dois países "falaram por telefone", por iniciativa de Augusto Santos Silva, "logo após os incidentes do bairro da Jamaica", em 20 de janeiro.  

Marcelo quebra protocolo e vai ao carnaval de Luanda

O Presidente português deslocou-se inesperadamente para a bancada 'vip' do carnaval angolano, logo após sair do Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda. Acompanhado do ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, o chefe de Estado português permaneceu completamente discreto, sem que a multidão notasse a sua presença, durante cerca de 30 minutos.

"O que neste momento é significativo não são os irritantes do passado nem do presente mas sim o futuro", disse aos jornalistas. O Presidente da República sublinhou ainda a importância das relações entre os dois países e que estas não podem ser feitas com "lentidão". "O mundo não se compadece com lentidão", disse, acrescentando que se estas relações não forem aceleradas "ficarão para trás".

O programa da visita de Estado começa na quarta-feira de manhã, com a deposição de uma coroa de flores no Memorial Agostinho Neto e um encontro com João Lourenço no Palácio Presidencial, onde haverá igualmente conversações ministeriais, seguido de uma conferência de imprensa conjunta.

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